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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Vereador eleito toma posse em penitenciária onde está preso



Claudelei Lima (PT), conhecido como "Cachorro"  está preso em Cascavel desde novembro de 2016. Ele é suspeito de integrar milícia particular em acampamentos do MST.

Quinta-Feira, 19 de janeiro de 2017


Do G1 – O vereador de Quedas do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, Claudelei Torrente Lima (PT), o Cachorro, tomou posse do cargo em uma cerimônia na Penitenciária Industrial de Cascavel, no oeste, na tarde desta quarta-feira (18), onde está preso desde o dia 4 de novembro de 2016. Os cinco parlamentares, entre eles o presidente da Câmara, Eleandro da Silva (SSD), que acompanharam a sessão solene em uma sala comum chegaram à unidade pouco depois das 13h30 e saíram às 15h.

Lima é suspeito de integrar uma quadrilha responsável por coordenar uma espécie de milícia particular em acampamentos e assentamentos de sem-terra na região. Ele e outras 13 pessoas, algumas delas integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram presas pela Polícia Civil durante a Operação Castra.

O pedido foi feito à direção da unidade pelo presidente da Casa e confirmado pelo Departamento Penitenciário Estadual (Depen) na sexta-feira (13).

Em nota, Silva destacou que solicitou a posse na penitenciária com base no regimento interno e na lei orgânica do Município e que “inexiste qualquer óbice legal” contra o procedimento. “Demonstrou ainda que seus direitos políticos assegurados pela Constituição Federal se encontram plenamente vigentes, uma vez que a sua prisão é provisória, não havendo qualquer conderação contra o mesmo.”

Claudelei Torrente Lima foi o vereador mais votado em Quedas do Iguaçu nas eleições de outubro com 1.037 votos. Ele foi diplomado pela juíza eleitoral Paula Chedid Magalhães, no dia 14 de dezembro, já estando preso

As sessões na Câmara Municipal começam no dia 6 de fevereiro. Até lá, a mesa diretora deve definir se convoca ou não o vereador suplente, já que o petista está preso preventivamente, quando não há prazo para deixar a prisão.

O advogado de Lima não informou se deve apresentar um pedido de licença do vereador.

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