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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Câmara dos Deputados fará audiência pública para discutir jogo ‘Baleia Azul’


Representantes do Facebook, do Whatsapp e youtuber Felipe Neto devem ser convidados

 O GLOBO
Quinta-Feira, 20 de abril de 2017
RIO — A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira um requerimento que propunha uma audiência pública para discutir o “Baleia Azul” — uma série de 50 desafios, que levam jovens a se mutilarem e a cometer o suicídio na fase final. A reunião, ainda sem data marcada, será promovida pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Casa.
A aprovação incluía a participação de um representante da Unicef Brasil e do blogueiro Felipe Neto, que gravou vídeo em seu canal do YouTube para alertar sobre o jogo e sobre a necessidade de atenção à saúde mental.
Na ocasião, representantes do Facebook e do WhatsApp, meios em que os jovens são geralmente cooptados para o jogos, vão explicar o que as empresas têm feito para combater a propagação do “Baleia Azul” nas redes.
O deputado Sandro Alex (PSD-PR) pediu a audiência à Câmara para discutir o jogo, que classificou como um “fenômeno”. Mesmo que o “Baleia Azul” seja debatido nas comissões de saúde e educação, o parlamentar julgou importante avaliá-lo no prisma das telecomunicações.
JOVENS COOPTADOS
A delegada Fernanda Fernandes, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que está à frente da investigação sobre o “jogo da baleia azul” afirmou que os “curadores” do desafio podem ser indiciados até por homicídio. Segundo ela, um inquérito foi instaurado para investigar os crimes de associação criminosa, ameaça, lesão corporal (em relação às automutilações praticadas pelos participantes) e homicídio tentado ou consumado. Só em Curitiba, a polícia investiga sete tentativas de suicídios, de jovens com marcas de mutilação e ingestão de remédios.
O “curador” é quem envia ao participante do jogo os 50 desafios que ele deve cumprir diariamente até chegar ao suicídio. Se condenado, ele pode ficar preso por mais de 40 anos (3 anos por associação criminosa, 8 anos por lesão grave, 6 meses por ameaça e 30 anos por homicídio).
Fernanda Fernandes informou, ainda, que notificará as secretarias municipal e estadual de Saúde para que casos de mutilações graves em adolescentes e jovens sejam comunicados diretamente à DRCI.

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