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terça-feira, 2 de maio de 2017

Índio ferido em ataque no Maranhão não teve mão decepada, diz diretor de hospital


Do  G1 MA

Terça-Feira, 02 de maio de 2017

                             Índios da etnia gamela feridos em ataque no Maranhão (Foto: Lunaé Parracho/Reuters)

O diretor técnico do Hospital Tarquínio Lopes Filho, Newton Gripp, disse nesta terça-feira (2) que o índio da etnia Gamela, ferido em ataque no domingo (30), no Maranhão, não teve suas mãos decepadas. “Ele teve lesões profundas por arma branca nos antebraços, mas não decepou as mãos dele como havia sido divulgado”, afirmou. 

Outros dois índios seguem internados no mesmo hospital – um deles tem traumatismo craniano, e o outro, com fraturas expostas causada por espancamento.

Em entrevista ao G1 MA, Newton Gripp disse que não houve amputação traumática da mão. "Quando se fala em decepar é você utilizar o facão e separar as partes da mão e isso não aconteceu. Com o corte houve penetração e cortou o osso, mas a mão ficou presa por estruturas musculares e tendões, pois o osso partiu. Não rompeu arteria nenhuma e quando isso não acontece a mão permanece viva. Ele foi operado e está se recuperando bem, inclusive está recuperando os movimentos da mão".

Em boletim divulgado na tarde desta terça-feira, o hospital informou que o índio está se recuparando após cirurgias por conta das lesões por armas branca e de fogo. Ele está lúcido e tem previsão de alta da UTI em até 48 horas.

A Pastoral da Terra, a Comissão de Direitos da OAB-MA e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) seguem relatando, entretanto, que a mão do indígena foi decepada a golpes de facão e que ele levou um tiro no peito.

A Secretaria de Estado de Saúde chegou a confirmar o fato, mas na noite de segunda-feira (1º), em nova nota, disse que "o índio Aldelir de Jesus Ribeiro, gamela de 37 anos, sofreu ferimentos com arma branca nos antebraços, apresentando fratura externa e também ferimentos por arma de fogo no tórax direito com fratura de costela".

Entenda o caso.

O conflito ocorreu na área do povoado Bahias, no município de Viana, a 220 km de São Luís. Segundo a Pastoral da Terra, pelo menos dez índios ficaram feridos durante o confronto deste domingo. A Secretaria de Segurança Pública do Maranhão divulgou números diferentes e afirma que seriam sete feridos, sendo cinco índios.

Os moradores da região, que acabaram participando do confronto, disseram que os índios haviam ocupado um sítio e que tinham feito uma caseira refém. Eles dizem que teriam vindo justamente para resgatar a mulher e que foram recebidos a bala pelos indígenas. Os índios afirmam que os moradores é que chegaram atirando.



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