O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) reafirmou nesta segunda-feira (5/10) que deu “carta branca de 100%” para o seu futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, mas que, em situações de discordância, eles terão de chegar a um “meio-termo”. Como exemplo, citou a questão da redução da maioridade penal, que defende.

“Na conversa que tive rapidamente com Sérgio Moro, de 40 minutos, dei carta branca para ele tratar de assuntos de corrupção e crime organizado, 100%. Não vai ter indicação na Polícia Federal. É carta branca, 100%”, declarou, em entrevista à TV Band.

Bolsonaro lembrou que muitos dos assuntos controversos ainda passarão pela Justiça. “Naquilo que nós somos antagônicos, vamos buscar o meio-termo. Sou favorável à posse de arma; se a ideia dele for o contrário, tem que chegar a um meio-termo”, afirmou.

O capitão da reserva citou bandeiras de campanha, como a redução da maioridade penal e a flexibilização do Estatuto do Desarmamento, e disse que elas não serão deixadas de lado mesmo que Moro pense de forma oposta. Ao falar do direito à posse de arma, disse: “Nunca deixei de dormir com arma de fogo do lado”.

Bolsonaro comentou políticas para redução da violência urbana e declarou ser favorável ao uso de drones com armamento acoplado, defendido pelo governador eleito do Rio, Wilson Witzel (PSL).

“Vocês da mídia dizem que vivemos em guerra. Sou a favor porque não tem outro caminho. Do outro lado tem alguém atirando à vontade. Como você põe um ponto final?”, questionou.

Extradição de Battisti
E no que depender da vontade do presidente eleito, estão contatos os dias de refugiado político no Brasil de Cesare Battisti, ex-ativista condenado pela Justiça italiana. “Se depender de mim, ele será extraditado imediatamente”, garantiu o capitão da reserva.

Mesmo ressaltando que a decisão sobre o destino de Battisti esteja com o Supremo Tribunal Federal, Bolsonaro assegurou que fará tudo o que for legal e estiver ao seu alcance para “devolver esse terrorista”.

O presidente eleito teve nesta segunda um encontro com o embaixador da Itália no Brasil, Antônio Bernardini. Na ocasião, prometeu se empenhar para que a extradição do ex-ativista seja acelerada.

“O próprio embaixador disse que os partidos de esquerda da Itália não concordam com a situação do terrorista e querem que ele cumpra pena”, disse Bolsonaro. “Mas o PT decidiu, no apagar das luzes, dar status de refugiado a esse colega deles,um terrorista”, completou.

Agência Estado

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