Em carta divulgada nesta terça-feira (3/7), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou que é o candidato do PT à Presidência da República nas eleições deste ano. Declarou não acreditar em justiça para ele, considerando as últimas ações do Supremo Tribunal Federal (STF) em relação ao seu caso.

“É dramática e cruel a dúvida entre continuar acreditando que possa haver Justiça e a recusa de participar de uma farsa”, assinalou Lula. O ex-chefe do Executivo nacional voltou a negar a prática de crimes. Alegou ainda o fato de, até hoje, ninguém ter conseguido apontar “uma única prova material” capaz de comprovar a sua culpa.

No documento, o ex-presidente acusa o ministro da Suprema Corte Edson Fachin de agir inapropriadamente em relação ao seu processo no STF. Preso no âmbito da Lava Jato, afirma ser vítima de manobras e artifícios dos que desrespeitam a Constituição “por medo das notícias da televisão”. De acordo com Lula, sua condenação foi toda baseada em uma mentira publicada pelo jornal O Globo – o veículo de comunicação atribuiu ao petista a propriedade de um apartamento em Guarujá.

“Não estou pedindo favor; estou exigindo respeito”, asseverou. “As decisões monocráticas têm sido usadas para a escolha do colegiado que, momentaneamente, parece ser mais conveniente, como se houvesse algum compromisso com o resultado do julgamento. São concebidas como estratégia processual e não como instrumento de Justiça. Tal comportamento, além de me privar da garantia do juiz natural, é concebível somente para acusadores e defensores, mas totalmente inapropriado para um magistrado, cuja função exige imparcialidade e distanciamento da arena política”, anotou Lula no texto.

Lula reclamou da conduta de Fachin em virtude de o magistrado ter retirado da 2ª Turma do STF o julgamento de um habeas corpus e enviado o HC para análise do plenário. Criticou também o fato de o ministro ter mantido na mesma turma, a apreciação de um medida cautelar apresentada a um recurso extraordinário que poderia levá-lo a responder ao processo em liberdade. O pleito acabou não sendo considerado porque a Justiça Federal negou seguimento ao recurso. Assim, a 2ª Turma decidiu por extinguir o processo da cautelar.

O documento foi lido pela presidente do Partido dos Trabalhadores, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), durante reunião da Executiva Nacional do PT, em Brasília, nesta terça-feira (3). Luiz Inácio deixou claro que irá se inscrever como candidato em 15 de agosto. A manifestação de Lula acontece justamente quando a sigla petista começa a preparar um plano B – o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad como opção para a corrida ao Planalto.

“Se não querem que eu seja presidente, a forma mais simples de o conseguir é ter a coragem de praticar a democracia e me derrotar nas urnas”, disparou. Lula está preso desde abril em Curitiba por ter sido condenado pela Operação Lava Jato.

Por Larissa Rodrigues e Thayana Schuquel/Metrópoles

 

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