Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo  

Morreu nesta terça-feira (31/7), em São Paulo, aos 96 anos, o jurista Hélio Bicudo, figura histórica do PT que distanciou-se do partido após o mensalão e foi autor do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo a coluna Direto da Fonte, da jornalista Sonia Racy, Bicudo não resistiu a meses de complicações cardíacas.

Nascido em 1922, em Mogi das Cruzes (SP), atuou como professor de direito da USP. Durante a ditadura militar (1964 -1989), foi um importante militante dos direitos humanos e notabilizou-se pelo combate ao Esquadrão da Morte, que agia em São Paulo.

O ex-petista trabalhou na Procuradoria-Geral em São Paulo e foi vice-prefeito paulistano na gestão de Marta Suplicy (MDB). Também participou da gestão de Luiza Erundina (PSol), de quem foi secretário de Negócios Jurídicos.

Bicudo rompeu com o PT em 2005, no auge do escândalo do mensalão. Criou e presidiu, de 2003 a 2013, a Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FidDH), entidade que atuou junto à Comissão Interamericana de Direitos Humanos denunciando e acompanhado casos de desrespeito aos direitos humanos no Brasil.

Em 2015, protocolou na Câmara dos Deputados um pedido de abertura de processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. O jurista, Miguel Reale Júnior e os movimentos sociais a favor do impeachment apoiaram o pedido, que foi aceito pelo então presidente da Casa, Eduardo Cunha. Em agosto de 2016, Dilma foi afastada do cargo.

Agência Estado

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