Foto:  Michael Melo/Metrópoles

O presidente do INSS, Francisco Lopes, foi demitido do cargo nesta quarta-feira (16/5). A exoneração dele foi determinada pelo ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame. Lopes é suspeito de contratar a RSX Informática Ltda. para fornecer programas de computador para o instituto, mas descobriu-se que a empresa operava num estabelecimento comercial destinado à distribuição de bebidas. A denúncia foi publicada pelo jornal O Globo nessa terça-feira (15/5).

Lopes teria chancelado a assinatura de um contrato no valor de R$ 8,8 milhões, em abril deste ano, mesmo depois de servidores do próprio INSS alertarem, por meio de ofícios, que o material não teria serventia para o órgão federal.

Segundo a publicação carioca, Beltrame chegou a levar o episódio ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha. O deputado André Moura (PSC-SE), líder do governo, também teria sido consultado e queria mantê-lo no cargo, mas acabou tendo a opinião vencida. A direção do PSC é responsável por indicações de dirigentes do INSS.
Empresa se defende
Em nota, a RSX Informática alegou ser vítima de difamação, elencou os vários contratos que mantém com o governo federal e destacou que desenvolve programas justamente para evitar fraudes. Veja o texto na íntegra:

“A RSX Informática é vítima de uma campanha insidiosa de difamação perpetrada por meio de matérias divulgadas na imprensa com o objetivo de alimentar disputas políticas pelo comando do INSS. Os textos tendenciosos divulgados até agora têm o objetivo claro de impor ares de ilegalidade a processos públicos legais de licitação e de contratação de nossos produtos e serviços.

Diante disso, sentimo-nos na obrigação de prestar os seguintes esclarecimentos: A empresa foi fundada em Brasília, em 1998, com objetivo de integrar soluções em tecnologia para fornecimento ao mercado público e privado. Representamos, fornecemos e operacionalizamos soluções nas áreas de tecnologia da informação e desenvolvimento, como as oferecidas pela HP, Chakara, Safeval, dentre outras.

Nos últimos 12 anos levamos nossos serviços a diversos órgãos públicos, como os ministérios da Integração, do Trabalho e Emprego, Petrobras, Funasa, Fundação Banco do Brasil e INEP, sempre por meio de processos de licitação pública com contratos protegidos por cláusulas de confidencialidade. No INSS, por exemplo, nossas soluções têm o objetivo de auxiliar no combate a fraudes que alcançam a monta de R$ 90 bilhões por ano.

Desde já, estamos à inteira disposição de todos os órgãos de controle para a realização das verificações e vistorias que se fizerem necessárias em nossas instalações e documentações. Informamos ainda que todas as medidas judiciais cabíveis estão sendo tomadas para total esclarecimento do caso e pleno restabelecimento da verdade. Solicitamos a este veículo a divulgação do inteiro teor desta nota como garantia do nosso direito de pronunciamento diante das graves acusações que lançam sobre nós”

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