Uma operação da Polícia Federal para combater fraudes previdenciárias foi realizada nesta quarta-feira (15) em Teresina. Denominada “Grande Família” a ação cumpriu mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos pela 3ª Vara Federal de Teresina. O cumprimento aconteceu no Piauí e Maranhão. Sete pessoas de uma única família foram presas.

As investigações tiveram início em 2018, a partir de Relatórios produzidos pela Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia – órgão integrante da Força tarefa Previdenciária – que apontaram irregularidades em transferências de benefícios previdenciários do Maranhão para o Piauí.

A quadrilha, formada por estelionatários e servidores públicos, falsificava documentos em nome dos beneficiários falecidos, abria contas bancárias e, posteriormente, servidores do INSS integrantes da quadrilha transferiam os benefícios do Estado do Maranhão para Teresina.

De acordo com as investigações, 639 benefícios previdenciários fraudados foram identificados. A Justiça Federal determinou a imediata suspensão destes benefícios, medida que evitará um prejuízo futuro estimado em R$ 80 milhões.

Também determinou a apreensão de veículos, o bloqueio das contas bancárias dos presos e a suspensão do exercício da função pública para os servidores do INSS.

125 policiais dos estados circulam Estados do Piauí, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco participaram da operação.

Os investigados deverão responder pelos crimes de associação criminosa (artigo 288 do CPB), estelionato qualificado (artigo 171, § 3º, do CPB), falsidade ideológica (artigo 299 do CPB), uso de documento falso (artigo 304 do CPB), corrupção passiva (artigo 317, §1º, do CPB) e corrupção ativa (artigo 333, p. u., do CPB).

Mesma operação no Sul

A Polícia Federal já havia deflagrado uma operação nata terça-feira (14) no Sul do país com o mesmo objetivo. A Operação Octopus, aconteceu nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para desarticular uma organização criminosa (Orcrim) especializada em fraudar aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e pensões por morte.

Blog do Gilberto Lima, com informações do Meio Norte

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