As armas estavam desmontadas e em caixas Jose Lucena / Futura Press/Folhapress

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou, nesta terça-feira (12), 117 fuzis M-16 na casa de um amigo do policial militar reformado Ronnie Lessa, preso por suspeita de participação no assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A apreensão ocorreu no bairro Méier, zona oeste do Rio de Janeiro. As armas estavam desmontadas e em caixas e acomodadas em um guarda-roupas, segundo o portal G1. Apenas os canos não foram localizados.

Essa é a maior apreensão de fuzis da história do Rio de Janeiro, segundo a Polícia Civil. Até segunda-feira (11), 100 armas desse tipo haviam sido apreendidos neste ano no Rio. Ao justificar a origem dos objetos, o dono do imóvel alvo da ação, Alexandre Mota de Souza, disse que Lessa, que é seu amigo de infância, pediu para ele guardar as caixas e não abrir os recipientes.

 

O fuzil M-16, produzido nos Estados Unidos desde 1960, foi utilizado em guerras como a do Vietnã, do Golfo, do Afeganistão e do Iraque. Uma das suas variações, o M4A1, é de uso restrito das forças armadas do Brasil, como brigadas de operações especiais do Exército e fuzileiros navais.

Nesta terça-feira, a polícia cumpriu um dos 32 mandados de busca e apreensão da Operação Lume na casa. Os agentes também acharam R$ 112 mil na operação, sendo R$ 50 mil na casa dos pais de Ronnie e R$ 60 mil em seu carro.

Segundo os investigadores, Lessa, 48 anos, um dos presos nesta terça-feira, é suspeito de efetuar os disparos que mataram a vereadora e seu motorista. O segundo suspeito preso foi o ex-policial militar Élcio Vieira de Queiroz, 36 anos. Ele estaria dirigindo o carro quando os tiros foram disparados.

Ronnie Lessa, 48 anos, preso nesta terça-feira (12) acusado de ter atirado em Marielle Franco e no motorista Anderson Gomes, segundo denúncia do Ministério Público, é conhecido pela pontaria certeira e pela frieza em suas ações. Sargento reformado da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro, tem fama associada a crimes de mando entre colegas de farda — apesar de, até então, nunca ter sido investigado e ser ficha limpa até a operação desta terça-feira (12).

Fonte: Zero Hora

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