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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Atletas do Maranhão desmaiam no Estádio Albertão, em Teresina

Atletas do Maranhão desmaiam no Estádio Albertão, em Teresina


Um total de nove integrantes do time maranhense passaram mal por conta do forte calor, e quatro delas foram levadas ao HUT (Hospital de Urgências de Teresina). 

Quarta-Feira, 23 de setembro de 2015


Uma situação dramática se desenrolou na tarde desta quarta-feira (23)  no estádio Albertão, no jogo entre Tiradentes/PI e Viana-MA, pela quinta e última rodada da primeira fase do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino. 

Um total de nove integrantes do time maranhense passaram mal por conta do forte calor, e quatro delas foram levadas ao HUT (Hospital de Urgências de Teresina). 

Tudo começou quando a goleira Del passou mal e vomitou aos oito minutos do primeiro tempo. Depois, foi a vez de Sabrina também cair em campo. Pouco depois, Sandra também passou mal. Isso tudo com 30 minutos de jogo. No segundo tempo, a goleira reserva, Bárbara, também sentiu o forte calor. Também precisaram de atendimento Dani, Fernanda, Andressa e Renata, além de Talvirlânia Lemos, diretora da equipe.


O médico Jesus Bringel acompanhava a partida da arquibancada e decidiu ir até o gramado para ajudar. "Era previsível que algumas atletas fossem sentir, mas não o time todo. Até a comissão técnica sentiu. É humanamente impossível jogar em uma temperatura dessas sem passar por algum problema. As meninas apresentavam cansaço e desidratação aguda. Não sei se outros fatores, além da temperatura, podem ter influenciado, pois não acompanhei a rotina delas". 

Quando o Viana ficou com apenas seis em campo (e com a jogadora Mika improvisada no gol), a partida não teve como prosseguir. Debaixo de um calor de 39º, o time piauiense venceu por 10 a 0, e confirmou o primeiro lugar do grupo 4.


O técnico do time maranhense, Marcos André, ficou indignado com a situação. "A gente vem de São Luís para cá, oito horas de viagem, almoça quase na hora do jogo, não tem como reconhecer campo nem nada... enfim, é desumano. É por isso que o futebol feminino não vai para a frente. Como é que eles conseguem colocar para os times de São Paulo outros horários, e para os do nordeste não?".

"É lamentável que essa situação crítica vá aparecer para o futebol nacional. O futebol feminino tem que ser observado com mais detalhamento e com mais carinho. Esse horário é crítico", disse o técnico do Toinho, do Tiradentes.


Repórter: Dowglas Lima
Fonte: Dowglas Lima
Meio Norte, edição CN1