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terça-feira, 16 de junho de 2015

 Mãe de um dos monstros do estupro coletivo de Castelo-PI comenta sobre o filho

Mãe de um dos monstros do estupro coletivo de Castelo-PI comenta sobre o filho


Terça-Feira, 16 de junho de 2015

Os parentes dos acusados de cometerem o crime de estupro coletivo em Castelo Do Piauí tem evitado comentar o caso. Com exclusividade, mães dos menores resolveram relatar o drama vivido por suas famílias.

“Várias vezes eu procurei a polícia e pedi para eles ficarem com meu filho lá. Se eu soubesse o que ele estava fazendo não teria deixado ele sair de casa, como ele é menor, a polícia prende de manhã e solta de tarde. Eu também sinto uma dor, não se compara com a dor das mães das vítimas, mas eu sofro. Eu queria meu filho em casa, eu criei ele sozinho com a ajuda da minha mãe, eu ia dar ele quando ele nasceu, mas minha mãe não deixou e disse que ele seria o homem da casa”, disse a mãe.

uma das mães do menor

“Eu soube e fiquei muito triste, ele já tinha ido para a delegacia, eu estou muito abalada. As pessoas comentavam que ele usava drogas, mas eu nunca vi. Eu brigava com ele, mas ele não atendia. Quando a polícia chegou para prender ele, eu chorei muito”, disse a mãe.
Um dos jovens envolvidos no crime já tinha sido preso várias vezes por roubo, um dia antes do abuso sexual, ele foi levado pela polícia de castelo do Piauí.

Com informações Meio Norte

terça-feira, 2 de junho de 2015

Delegada defende castração dos suspeitos de estupro coletivo no Piauí

Delegada defende castração dos suspeitos de estupro coletivo no Piauí


Para Vilma Alves, crime foi bárbaro e os suspeitos deveriam ser castrados. Quatro adolescentes foram agredidas e violentadas em Castelo Branco do PI.

Do GI PI, com edição CN1

Terça-Feira, 02  de junho  de 2015

Vilma Alves defende castração dos suspeitos de estupro coletivo
A titular da delegacia da mulher de Teresina, Vilma Alves, esteve no Hospital de Urgência de Teresina (HUT) na sexta-feira (29) para acompanhar o estado de saúde das quatro adolescentes violentadas na quarta-feira (27) em Castelo do Piauí. Para a delegada, o crime foi bárbaro e os suspeitos deveriam ser castrados.

“Esta é uma tragédia que comoveu todo o Piauí. Não podemos aceitar que os suspeitos de  violentar mulheres sejam punidos apenas com a prisão porque o estupro, depois dos homicídios, é pior crime que existe. Imaginem a tortura de ser estuprada coletivamente, humilhada, pedindo socorro e não ter uma proteção naquele momento? Isso jamais aconteceu em nosso estado. Por isso sou a favor da castração”, declarou.


Uma multidão se aglomerou em frente a delegaciade Castelo do Piauí (Foto: Catarina Costa/G1)

Vilma também defendeu uma reformulação no Código Penal. “É preciso mudar a aplicação de penas no Brasil porque o sistema atual não é eficiente, pois o criminoso é preso, depois  solto e logo em seguida volta a cometer os mesmos crimes. Não tem que ser punido? Não tem que ser levado a júri? Então, acho que os estupradores devem ser castrados quimicamente ou fisicamente para que eles possam sentir na pele o que as suas vítimas sentem. No Brasil não cabe mais pena leve, mulher não é lixo, não é objeto. Mulher é cidadã e tem que ser respeitada neste país”, finalizou.

Entenda o caso
Apesar de não ser a delegada que investiga o caso, Vilma contou que esteve no hospital para prestar solidariedade às vítimas. Segundo o diretor do Hospital de Urgência, Gilberto Albuquerque, apenas uma das quatro garotas está em estado grave e corre risco de morte.
Segundo a polícia, as quatro adolescentes foram agredidas, violentadas e jogadas de um penhasco de 10 metros no município de Castelo do Piauí, a 190 km de Teresina. O crime ocorreu na quarta-feira (27) e em menos de 24 horas depois, quatro adolescentes foram apreendidos pela polícia suspeitos de cometerem o crime.

Um quinto suspeito maior de idade já foi preso. Revoltados com a barbárie, moradores protestaram em frente a delegacia da cidade. Eles atearam fogo em pneus e clamavam por justiça.


Por volta de 21h de quinta-feira (28), os suspeitos foram transferidos para o complexo do Menor Infrator em Teresina.

sábado, 30 de maio de 2015

"Não fui eu", diz principal suspeito de estupro de jovens em Castelo do Piauí

"Não fui eu", diz principal suspeito de estupro de jovens em Castelo do Piauí


Sábado, 30  de maio de 2015

O principal  suspeito dos estupros contra quatro garotas em Castelo do Piauí (190 Km de Teresina) Adão José da Silva Sousa, de 40 anos, declarou ser inocente e que a perícia científica vai provar que ele não tem relação com o caso. 

Contudo, o delegado Laércio Evangelista disse que foi encontrada na casa dos pais de Adão uma bermuda com vestígios de sêmen e sangue. Preso na noite da última sexta-feira (29), Adão foi apresentado em coletiva de imprensa na sede da Secretaria de Segurança Pública, em Teresina, neste sábado (30). 

"Não fui eu. Eu não estuprei. Nem sei quem são essas crianças, nem esses meninos. Tenho fé que vocês vão pegar quem fez isso. Quando fizerem o exame (DNA) vocês vão ver, podem fazer exame de sangue que vão saber que não fui eu", afirmou o suspeito.
Ele declarou ainda que fugiu de Castelo do Piauí no sábado (23), quatro dias antes do crime, por ter participado do assalto a um posto de combustível. A Polícia informou que ele cumpriu pena por assalto e tráfico de drogas durante 13 anos no Estado de São Paulo, onde morou por 20 anos.
No Piauí, ele tem mandado de prisão em aberto por tráfico, assalto e tentativa de latrocínio. Ele chegou a comentar sobre o crime na Sede da Secretaria de Segurança. 
"Eu não queria atirar na gerente do posto, mas ela colocou o carro pra cima de mim e a arma disparou, mas não era minha intenção acertar ninguém. Eu fugi por causa disso, porque participei do assalto", declarou.
De acordo com o gerente de policiamento do interior, delegado Willame Moraes, o crime não foi premeditado e as meninas estavam "no lugar errado e na hora errada".
"Não existe motivo para isso, não há o que justifique. O que sabemos é que não foi premeditado, eles estavam escondidos no morro [do Garrote] e as meninas chegaram para fazer fotos para um trabalho da escola. Essa versão é dada pelos familiares das meninas e pelos menores envolvidos no crime", informou. 
Participação no crime
Apesar das negativas e de alegar inocência, a polícia diz não ter dúvidas de que ele tenha participado ativamente do crime bárbaro. Além das provas, os quatro menores suspeitos já apreendidos deram, em depoimento, a mesma versão para a participação do suspeito.
De acordo com o delegado Laércio Evangelista, de Campo Maior, a bermuda encontrada pela polícia foi localizada na casa dos pais de Adão. Outro ponto que relaciona o suspeito ao crime é que ele mesmo relata ser líder do tráfico na região e que "talvez" tenha vendido drogas, no dia do crime, para os menores envolvidos.
"Eu não sei quem comprou droga na minha mão. Eu não lembro porque eu vendo pra muita gente. Talvez tenham sido eles", completou Adão.
O delegado geral de Polícia Civil, Riedel Batista, declarou que não há dúvidas para a Polícia de que Adão tem participação no crime. 
"Todos os menores envolvidos confessaram e indicaram Adão como participante, para a Polícia não há dúvidas e há fartas provas do envolvimento dele. Um dos menores detalhou tudo o que o grupo fez e como abordou. O Adão tinha uma faca que usou para ameaçar as garotas e de forma bastante cruel cometeu o crime", acrescentou o delegado.
O Secretário de Segurança, Fábio Abreu, informou que todas as meninas sofreram violência sexual e, disse ainda, que os cinco suspeitos, incluindo adão, participaram dos estupros. Adão vai responder pelos crimes de estupro, lesão corporal, tortura, tentativa de homicídio e, caso fique comprovada a  sua influência sobre a ação dos quatro adolescentes, pode ser acusado também de cooptar menores. 
"Além deste crime, ele mesmo confessa que é traficante na região e provavelmente utilizava menores para participar dos seus delitos. Com as provas reunidas, ele pode responder por isso também", informou. 
Do site Cidade Verde.com (Rayldo Pereira), edição CN1