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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Após receber ameaça, cinegrafista agride manifestante no RJ

Após receber ameaça, cinegrafista agride manifestante no RJ




Portal Imprensa

Terça-Feira, 11 de fevereiro de 2014




Na tarde do último domingo (9/2), três manifestantes retornaram ao local em que o cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, foi atingido na última quinta-feira (6/2), para tentar saber mais informações sobre o caso. Entretanto, acabaram provocando uma confusão com cinegrafistas e jornalistas.
De acordo com a Folha de S.Paulo, a ativista Elisa Quadros, conhecida como Sininho, disse que no momento em que tentavam saber mais sobre o ocorrido, eles foram hostilizados por cinegrafistas que cobriam o caso.
"Estávamos atravessando a rua, pois um inspetor disse para a gente esperar um pouco e não queríamos ficar lá dentro da delegacia. Enquanto atravessávamos a rua, os cinegrafistas começaram a chamar a gente de assassinos, black blocs e covardes. Como não somos isso, e no calor do momento, sem pensar, os chamei de "mídia carniceira", explicou ela.
Outro manifestante, Yan Carrazoni de Mattos, disse que apontou para outro cinegrafista da Bandeirantes, Leandro Luna, e disse: "Você será o próximo", em referência ao que ocorreu com Santiago. Segundo ele, o profissional o atingiu com a câmera, fazendo um corte superficial em sua cabeça. Ambos prestaram depoimento, mas decidiram não seguir com a representação e o caso deverá ser arquivado.
Após o ocorrido, o delegado Maurício Silva decidiu interromper mais cedo as negociações para uma possível denúncia de Fábio Raposo sobre o atirador do rojão. "Estávamos negociando para ele ajudar na confecção de um retrato-falado, mas por conta da confusão preferi que ele seguisse para a Cidade da Polícia", disse.

Assista ao vídeo:


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Diferença entre candidatos ao governo do Maranhão começa na forma de como tratam a imprensa

Diferença entre candidatos ao governo do Maranhão começa na forma de como tratam a imprensa






Atentados ou defesa à liberdade de expressão revelam à população como o candidato eleito em outubro governará o Maranhão.


Segunda-Feira, 10 de fevereiro de 2014

Atual7
A primeira e aberrante diferença entre os principais candidatos ao governo estadual em outubro próximo, o secretário de Estado de Infraestrutura Luis Fernando Silva e o comunista Flávio Dino, está na forma como cada um trata os profissionais da imprensa, especialmente a maranhense.
Posando de bom moço e de crítico ferrenho a qualquer tentativa de amordaçamento à imprensa, Dino mal se [re]lançou pré-candidato e já mostrou a cara, agindo como um verdadeiro coronel e ditadorzinho de província, ao interpelar judicialmente dois profissionais maranhenses, os jornalistas Marco Aurélio D’Eça e Luis Pablo, devido a simples críticas à sua postura pública e denuncias que esclareciam a mascarada saída do dinheiro que banca a caravana Diálogos pelo Maranhão.
- Reação democrática e amparada na Constituição’, justificou o comunista sobre a imposição do silêncio aos profissionais que publicaram sobre a montagem de esquemas utilizados por ele para alavancar a si próprio eleitoralmente.
Diferença entre Flávio Dino e Luis Fernando Silva está no fato de que o pré-candidato pela oposição foi o único que, semelhante ao também comunista Kim Jong-un, atacou a liberdade de expressão e imprensa, e logo nos primeiros dias do ano eleitoral. Foto: Montagem / Atual7
FUTURO DO MARANHÃO EM JOGO Diferença entre Flávio Dino e Luis Fernando Silva está no fato de que o pré-candidato pela oposição foi o único que, semelhante ao também comunista Kim Jong-un, atacou a liberdade de expressão e imprensa, e logo nos primeiros dias do ano eleitoral. Foto: Montagem / Atual7
No caso da censura ao Luis Pablo, a situação é ainda mais bizarra – e talvez só encontrada no estado: embora a Constituição garanta a liberdade de expressão e de imprensa, o desembargador Raimundo José Barros de Sousa aceitou as reclamações contra a publicação das reportagens, e mandou notificar o profissional, numa atitude que em nada difere dos atos de agentes públicos, da Polícia Federal ou militares que, na ditadura militar, exerciam a censura prévia em redações.
Em contrapartida, a forma democrática e correta tomada pelo pré-candidato do Palácio dos Leões, Luís Fernando Silva, tem servido de exemplo não somente para os profissionais da imprensa, mas para a própria população maranhense.
Massacrado diariamente por setores da imprensa que trabalham para que ele seja substituído do posto de candidato oficial do Governo do Estado, o secretário de Infraestrutura segue com seu trabalho e realização de obras, sem registro de qualquer ação contra os profissionais da imprensa, ainda que as acusações e denuncias veiculadas contra ele sejam sempre sem comprovação ou mesmo que em críticas ele receba apelidos no mínimo desrespeitosos, pejorativos, e tenha sido invadido diversas vezes em sua privacidade.

sábado, 29 de junho de 2013

Imprensa não vivia momentos tão tensos desde a ditadura militar

Imprensa não vivia momentos tão tensos desde a ditadura militar



Sábado, 29 de junho de 2013




Após mais uma semana de ebulição em todo o País, com multidões seguindo em protestos por ruas e estradas, arrastando atrás de si minorias de vândalos e saqueadores, a imprensa, de um lado, abriu cada vez mais espaços para a cobertura e, de outro procurou entender e explicar as manifestações. Na nossa área de especialização, o jornalismo, muitos profissionais têm-se dedicado nos últimos dias a essa tarefa de tentar desvendar os mistérios das ruas, ocupando espaços como o Observatório da Imprensa, o Diário do Centro do Mundo e o Blog do Nassif, apenas para citar alguns.

Se tem sido árdua a tarefa de articulistas e analistas de imprensa, pior ainda é a de repórteres, cinegrafistas e outros profissionais encarregados das coberturas nas ruas, porque fazer jornalismo no Brasil nas últimas semanas tornou-se realmente uma atividade de risco. É sobre esse aspecto das manifestações, antes praticamente restrito a áreas bem conhecidas de banditismo e pistolagem, que J&Cia se debruça esta semana, trazendo como exemplo alguns casos que apuramos e outros noticiados em sites da nossa área, como Coletiva.net, Comunique-se e Portal Imprensa. O grande número deles e a frequência com que têm ocorrido mereceram o repúdio e pedidos de providências às autoridades brasileiras de entidades como Associação Internacional de Radiodifusão, Sociedade Interamericana de Imprensa, Repórteres sem Fronteiras, Fenaj e sindicatos de Jornalistas de todo o País, entre outras.

O caso mais emblemático foi certamente o de 130 profissionais de Zero Hora – editores, colunistas, repórteres, fotógrafos, infografistas, administrativos, diagramadores, estudantes de jornalismo e profissionais de vídeo –, que nesta 2ª.feira (24/6) publicaram um inusitado manifesto em que pedem o fim de ameaças, alertam para os riscos do cerceamento à liberdade de imprensa e reafirmam o seu dever de informar. As ameaças partiram, segundo o Grupo RBS, de grupos isolados que pretendiam depredar a sede da empresa em Porto Alegre nas manifestações dos dias 17 e 20 e entraram em confronto com a Brigada Militar. No texto, os funcionários lamentam que em meio aos protestos contra o aumento da tarifa do transporte coletivo seu local de trabalho seja alvo de ameaças de “uma minoria violenta e radical”. “(...) queremos trabalhar, queremos ouvir o público. Queremos cobrir as manifestações da forma mais plural possível. É nosso papel e nossa forma de contribuir para a evolução da sociedade. Mas não podemos aceitar que nossa integridade física esteja ameaçada”.


Cirurgia plástica

Em Niterói, na noite de 19/6, Vladimir Platonow, trabalhando para a Agência Brasil, ao gravar cenas de manifestantes que se refugiaram no Terminal Rodoviário da cidade, foi impedido por seguranças que tentaram tirar sua câmera e, não conseguindo, o espancaram. O cinegrafista Murilo Azevedo, também da EBC, foi atingido na rua por uma bomba de gás lacrimogêneo disparada pela polícia. 

No dia seguinte, no Rio, em nota sobre as agressões aos jornalistas, o Sindicato do Município registrou mais baixas: o repórter Pedro Vedova (Foto), da GloboNews, foi ferido na testa por uma bala de borracha  (Veja o relato dele no http://migre.me/fbkTR), o que também aconteceu com Marcelo Piu, fotógrafo de O Globo. Vedova foi levado ao hospital e fez uma operação plástica. Por obra de vândalos que se infiltraram nas manifestações, Mônica Puga foi atingida por uma lixeira e Ernesto Carriço, da Fotografia de O Dia, ferido por uma pedrada na cabeça. Na mesma 5ª feira, um carro do SBT, estacionado próximo à Prefeitura, teve os equipamentos roubados e foi incendiado em seguida. Os profissionais estavam em campo e não foram atingidos.



As moções de repúdio foram muitas: da ABI, juntamente com a OAB e a Arquidiocese do Rio, que em nota conjunta defenderam as manifestações, repeliram os atos de violência e pediram serenidade em um momento de ânimos exaltados; dos decanos e diretores da UFRJ, à “violência generalizada e descontrolada”; da Abert, que considerou “um grave atentado ao livre exercício do jornalismo”; e a nota do Conrerp, que fala em “um gap entre governantes e governados”. E as interpretações se sucederam.

Esta semana, o Rio de Janeiro voltou à sua “normalidade”: na 2ª.feira (24/6), na favela da Maré, depois da morte de pelo menos dez pessoas, sendo três moradores, um policial do Bope e seis suspeitos de envolvimento com o tráfico, a reportagem viu chegar um carro blindado para garantir a segurança na região. No Leblon, de frente para o mar, ainda há manifestantes acampados, em barracas, diante do prédio, fortemente protegido, em que mora o governador. Na 3ª, já que estavam tão próximos, cerca de mil moradores da favela da Rocinha desceram até o local para um protesto pacífico, sem motivo definido.


Revólver na barriga

A Esplanada dos Ministérios e o gramado do Congresso Nacional foram palcos da maior marcha realizada na Capital Federal na última 5ª.feira (20/6), que reuniu cerca de 30 mil participantes. Além das bandeiras das anteriores, manifestantes protestaram contra dois projetos votados recentemente pelo Congresso – o do ato médico, aprovado pelo Senado; e o que permite o tratamento da homossexualidade, aprovado pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Em um dos momentos mais dramáticos do ato público, segundo relato do Sindicato dos Jornalistas local, mas sem revelar nomes, um repórter-cinematográfico da EBC foi ameaçado de morte com um revólver na barriga para não continuar filmando a movimentação que resultou na invasão do Palácio do Itamaraty. E um repórter foi arrancado do veículo de reportagem, tendo que correr dos manifestantes para evitar agressões. Na mesma linha, uma bandeira contra a Rede Globo foi levantada por manifestantes, que gritavam “mídia fascista, sensacionalista”, para os repórteres de televisão. Um jornalista da Rede TV foi ferido com uma garrafada na cabeça.

No mesmo dia, em São Paulo, Fábio Pannunzio, da sucursal Brasília da Band, teve seu microfone arrancado durante a cobertura da manifestação. O repórter declarou que “teve o privilégio de comemorar seu aniversário na Praça da Sé e na Avenida Paulista em meio a uma festa magnífica”. Mas como nem tudo são flores e felicitações, contou também que ouviu, durante as comemorações e o ato, xingamentos e ofensas do tipo “imprensa burguesa”, “imprensa golpista”, “jornalista escroque”, “manipulador fascista” e até “filho da puta”.


Indenização de R$ 700 mil

Em São Paulo, a direção do Sindicato dos Jornalistas manifestou intenção de entrar com ação coletiva por danos morais contra o Governo do Estado em razão das agressões aos profissionais de imprensa durante as manifestações contra o reajuste das tarifas do transporte público. No dia 20, os jornalistas Fernando Mellis, do Portal R7, Gisele Brito, da Rede Brasil Atual, e Aline Moraes, da TV Brasil, estiveram no Sindicato respondendo à convocação da entidade para analisar as ações judiciais. Também compareceu a esposa de Sérgio Silva, da Futura Press, que foi atingido por uma bala de borracha no olho, apresenta lesões oculares e fraturas de órbita e tem grandes chances de perder a visão. O fotógrafo já decidiu que pedirá R$ 700 mil de indenização ao Estado.

Em Campinas, no interior, os atos se repetiram. Ao todo sete profissionais de comunicação foram agredidos, por policiais ou por manifestantes.


Outros casos

Em Salvador, o repórter Tiago Di Araújo e a equipe do site iBahia conseguiram recuperar as fotos que ele havia sido obrigado a apagar em 22/6, enquanto cobria manifestações na cidade. Segundo o Portal Imprensa, as fotos registravam a prisão de manifestantes por policiais. O repórter foi abordado por alguns deles, que o obrigaram a apagar as imagens. No entanto, o cartão de memória ficou na máquina e com a utilização de programas foi possível recuperar as fotos.

Também no dia 22, a repórter Adria Rodrigues, da TV Guará, de São Luís, foi agredida por um grupo que queria impedir que cenas de vandalismo fossem filmadas no centro da cidade.

E na 2ª.feira (24), Honório Jacometto, da TV Anhanguera, afiliada da Rede Globo em Goiás, foi agredido durante a manifestação que ocorria no Centro de Goiânia.

Por: Jornalistas&Cia, com edição CN1

domingo, 3 de junho de 2012

ABERT lembra 10 anos da execução do jornalista Tim Lopes

ABERT lembra 10 anos da execução do jornalista Tim Lopes

Domingo, 03 de Junho de 2012





Neste dia 2 de junho, a morte do jornalista da TV Globo Tim Lopes, brutalmente assassinado por traficantes de drogas, completa dez anos.

Lopes atuava em uma reportagem sobre prostituição infantil em bailes funk no Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, quando foi seqüestrado e executado por homens comandados pelo traficante Elias Maluco. Ele e outros seis criminosos foram presos.

Desde a morte de Tim Lopes, infelizmente, a situação de violência contra jornalistas e veículos de comunicação se agravou no país. Desde 2002, somam-se 21 crimes. Em apenas cinco meses deste ano quatro profissionais de imprensa já foram mortos por sua atividade profissional.

Os ataques ao trabalho da imprensa partem, em sua maioria, do narcotráfico e do crime organizado.

O recrudescimento desse quadro é extremamente preocupante e exige a pronta reação das autoridades nacionais, que precisam investigar e punir seus autores, sob pena de se perpetuar a impunidade de um tipo de crime que ameaça não apenas profissionais e empresas de comunicação, mas que compromete a cidadania e a democracia brasileira.

2 de junho de 2012.
EMANUEL SOARES CARNEIRO
Presidente

A ABERT é uma organização fundada em 1962 que representa mais de 3 mil emissoras privadas de rádio e televisão, e tem por missão a defesa da radiodifusão privada e livre e a vigência efetiva da liberdade de expressão e do pensamento.

Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV