quinta-feira, 24 de setembro de 2026
Aluizio Santos intensifica agenda na zona rural de Chapadinha ao lado de Belezinha e amplia mobilização
Por Luiz Carlos Jr./Portal CN1
Com Belezinha, Aluizio Santos leva o 'Time da Vitória' ao bairro Corrente e amplia mobilização na reta final em Chapadinha
Por Luiz Carlos Jr./Portal CN1
Xeque-Mate: Hospital da Criança e Hospital Veterinário entram no debate sobre a distância entre propaganda e realidade
Portal CN1 News
Por unanimidade, STF iguala tempo de licenças-maternidade e adotante
Nova regra vale para licenças futuras e para as que estão em andamento.
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (23) unificar os prazos de licença-maternidade e licença-adotante para mulheres. 

Por unanimidade, os ministros julgaram procedente uma ação da Procuradoria-Geral da República (PGR) para igualar o tempo dos benefícios.
Pelo entendimento firmado pela Corte, mães genitoras e adotantes têm direito às licenças remuneradas de 120 dias, que podem ser prorrogadas por mais 60 dias, independentemente do tipo de vínculo trabalhista.
O prazo deve ser contado a partir do parto ou obtenção da guarda. Nos casos de internação da mãe, o prazo vale a partir da alta da mãe ou do bebê, o que ocorrer por último.
Conforme a decisão, a nova regra vale para licenças futuras e para as que estão em andamento.
Entenda
A ação julgada pela Corte foi protocolada pela PGR em outubro de 2023 e pretendeu estender o tempo das licenças-maternidade e adotante previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), regra da iniciativa privada, para as outras categorias, como as servidoras públicas, que são regidas pela Lei 8.112/1990.
Pela CLT, as mães biológicas e adotantes têm direito a 120 dias de licença, prazo que pode ser prorrogado por mais 60 dias em empresas que participaram do Programa Empresa Cidadã. Já as servidoras gestantes também podem tirar 120 dias, mas as adotantes só têm direito a 90. No caso do Ministério Público, a licença adotante cai para 30 dias.
Para PGR, o tratamento desigual em relação ao regime de contratação da mulher é inconstitucional.
Julgamento
O julgamento da ação começou na última quarta-feira (16), quando o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, proferiu o seu voto.
No entendimento do ministro, as licenças têm objetivo de criar vínculo afetivos entre mães e filhos e não podem possuir prazos diferenciados.
Em seguida, os ministros Flávio Dino, Dias Toffoli e Cármen Lúcia acompanharam o relator.
Na sessão de hoje, os ministros Cristiano Zanin, André Mendonça, Nunes Marques, Luiz Fux e Gilmar Mendes proferiram seus votos, e o julgamento foi encerrado.
André Richter / Agência Brasil
IA e vídeos falsos superam fake news como maior ameaça à democracia
Guia do CGI.br aponta novos riscos digitais para as eleições
Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilVídeos falsos criados por inteligência artificial e a informação de baixa qualidade substituíram as tradicionais fake news e passaram a ser a principal ameaça digital às eleições e à democracia. É o que mostra o Guia Internet, Democracia e Eleições, publicado na terça-feira (22) pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

O Guia considera a mudança abrupta entre 2018, ano da primeira edição, e este ciclo eleitoral. Se lá atrás os meios prioritários de circulação eram as redes abertas, como o Facebook, atualmente redes mais restritas, como o Whatsapp, são a principal via de difusão.
Os especialistas do CGI.br identificaram ainda que a disseminação de desinformação tornou-se mais distribuída, com circulação simultânea em múltiplas plataformas. "Em termos de formato, o vídeo passou a ser o principal vetor, quase sempre acompanhado de um texto curto que ancora e legitima a narrativa falsa", aponta o documento. Não à toa a desinformação passou a ser considerada um dos maiores riscos globais por instituições como o Fórum Econômico Mundial, já em 2025.
Diante deste cenário, a centralidade da internet como mídia de informação, entretenimento e contato passa a ser um elemento cada vez mais importante para as disputas democráticas.
Ferramentas recentes, como as inteligências artificiais generativas, já tiveram estreia no ciclo eleitoral de 2022, mas é esperado que este ano tenham ainda mais impacto, aliadas a ferramentas de difusão, com o direcionamento cada vez mais atrelado a perfis específicos de usuários e estruturas cada vez mais complexas de roteiro, com maior apelo a aparência de verdade.
“Hoje, as plataformas digitais ocupam um lugar central na forma como os brasileiros se informam sobre o que acontece no mundo, no país e nas cidades onde vivem", diz a coordenadora do CGI.br, Renata Mielli.
Renata destaca que são empresas privadas orientadas por objetivos econômicos, e não pela perspectiva do interesse público. "Compreender como esses ambientes funcionam, como os conteúdos são distribuídos e quais impactos isso produz sobre o debate público é fundamental para fortalecer a integridade da informação e a própria democracia. Esclarecer esses mecanismos é uma das finalidades do guia”.
Disponível no site do CGI.br, a publicação aborda temas como a operação dos sistemas de recomendação de conteúdo, o impacto da IA generativa no cenário eleitoral e discute como ferramentas avançadas, a exemplo das deepfakes e dos modelos de linguagem conversacionais, funcionam.
A publicação reúne ainda diretrizes para o combate institucional à desinformação e orientações para que o cidadão não se torne vítima nem propagador de conteúdos falsos ou enganosos.
Além de analisar as estruturas dos meios de divulgação e das redes, o estudo destaca o papel dos comunicadores destas mídias, os influenciadores. Reconhece seu papel de destaque, mas alerta para a diferença fundamental que tem em relação ao jornalismo: não seguem um código de ética, não respondem institucionalmente pela veracidade de suas afirmações ou por imprecisões, ou mesmo erros deliberados, naquilo que divulgam.
Alerta
Segundo os estudos do grupo do CGI.br, a preocupação mais apontada a respeito das deepfakes diz respeito ao realismo ou à fidedignidade. Como esse tipo de conteúdo mentiroso tem passado por aprimoramento constante, passa a ter potencial para enganar mesmo aqueles eleitores mais experientes em avaliar conteúdos.
Este tipo de conteúdo pode fomentar a desconfiança generalizada sobre qualquer tipo de informação, mesmo as verdadeiras.
"A perda de confiança em instituições como a imprensa e o Judiciário, somada à polarização política, também contribuem para esse cenário, fazendo com que convicções pessoais se sobreponham à verificação dos fatos", alerta o Guia.
Outro problema que aparece com o clima de desconfiança é o de que as pessoas passam a consumir cada vez mais conteúdos que confirmem o que já pensam. "Quando se deparam com informações que contrariam essas crenças, tendem a descartá-las — a chamada racionalidade motivada. Nesse sentido, podem produzir o efeito de reforço ideológico", alerta o estudo.
Guilherme Jeronymo /Agência Brasil
Três suspeitos de matar adolescente morrem em confronto com a polícia em Itapecuru-Mirim
A operação foi coordenada pela Polícia Civil e teve como objetivo cumprir mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão nos povoados Entroncamento e Picos 1 e 2, em Itapecuru-Mirim.
As investigações apuram o latrocínio de Kaylane Vale Lisboa, ocorrido na localidade Cumbi, na zona rural de Anajatuba. A adolescente estava acompanhada da mãe quando as duas foram abordadas por criminosos durante um assalto.
Kaylane foi baleada durante a ação, recebeu atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. A mãe da adolescente também foi atingida e ficou internada em estado grave.
Os trabalhos investigativos foram conduzidos pela Delegacia de Polícia Civil de Miranda do Norte, responsável pelo expediente da Delegacia de Anajatuba.
Segundo o delegado Renilto Ferreira, responsável pelo caso, as investigações permitiram identificar os envolvidos diretamente no crime e também apontaram a atuação de uma organização criminosa na zona rural da região.
Fonte: portal Central de Notícias Brasil - CNB
e-Título: aplicativo deve ser baixado até sábado, antes das eleições
Portal CN1 News
Foto: ReproduçãoApenas fazer o download não é suficiente. É necessário abrir o aplicativo pela primeira vez e concluir o processo de validação dos dados.
A restrição no dia da votação é adotada pela Justiça Eleitoral para evitar sobrecarga no sistema, já que o número de acessos ao aplicativo aumenta durante as eleições. Dessa forma, o download e o primeiro acesso ficam indisponíveis no dia do pleito, enquanto o aplicativo permanece funcionando para os eleitores que já fizeram a ativação.
e-Título pode ser usado como documento para votar
O e-Título com fotografia pode ser apresentado como documento de identificação no momento da votação. O eleitor deve mostrar o aplicativo diretamente na tela do celular ou tablet.
Print ou captura de tela do e-Título não será aceito como documento de identificação.
Nos casos em que o e-Título não apresentar fotografia, o eleitor deverá levar também um documento oficial de identificação com foto.
Aplicativo também mostra local de votação
Além da identificação, o e-Título permite consultar o local de votação, incluindo zona e seção eleitoral.
A recomendação é que o eleitor faça a consulta antes da eleição para conferir se os dados estão atualizados.
O aplicativo também utiliza validação facial, o que reforça a necessidade de concluir o primeiro acesso com antecedência.
Onde baixar o e-Título
O aplicativo está disponível gratuitamente nas lojas oficiais:
iPhone e iPad (iOS): Baixar e-Título na App Store
Celulares Android: Baixar e-Título no Google Play
Para evitar problemas no dia da votação, a orientação é não deixar a ativação para a última hora. O eleitor deve instalar o aplicativo e concluir o primeiro acesso e a validação das informações até 3 de outubro.
Tio e sobrinho são presos suspeitos de tentar matar homem com estaca em Milagres do Maranhão
Foragido por homicídio no Paraná é preso durante abordagem da PRF no sul do Maranhão
Portal CN1 News, com informações do Núcleo de Comunicação Institucional/SPRF-MA
Foto: Divulgação/PRFA abordagem ocorreu após uma análise de risco realizada pela equipe da PRF. Durante a fiscalização, os policiais consultaram os sistemas de segurança e identificaram um mandado de prisão em aberto contra o proprietário e condutor do veículo.
Com a confirmação da ordem judicial, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil de Balsas.
Na unidade policial, foram adotados os procedimentos legais referentes ao cumprimento do mandado de prisão. O caso permanece à disposição da Justiça.
quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Xeque-Mate recebe André Luís e coloca sucessão do Maranhão no centro do debate
Por Luiz Carlos Jr./Portal CN1
A entrevista colocou no centro da discussão temas relacionados à sucessão estadual, propostas para o Maranhão e o projeto político defendido pelo candidato. André Luís, que disputa pela primeira vez o cargo de governador, teve espaço para apresentar suas ideias e responder aos questionamentos do programa.
Ao longo da cobertura eleitoral, o programa também recebeu outros candidatos ao Governo do Estado, ampliando o espaço para o debate entre diferentes correntes políticas e projetos apresentados ao eleitor.
A participação de André Luís ocorre em um momento de intensificação da disputa pelo Governo do Maranhão. O candidato do Missão tem como vice o professor Cadu e apresenta um plano de governo com propostas voltadas, entre outras áreas, para economia, industrialização, saúde, educação, segurança e infraestrutura.
No Xeque-Mate, o candidato respondeu às perguntas do jornalista Matias Marinho e colocou suas propostas em discussão, levando ao público mais informações sobre sua candidatura e seu projeto para o Estado.
Debate, questionamento e informação seguem no centro do Xeque-Mate. Confira a edição completa do Xeque-Mate.
Suspeito de estuprar duas crianças no Maranhão é preso no Ceará; uma vítima foi abordada dentro de igreja
Segundo a delegada Lorena Alves, titular da DEM de Timon, o homem estava foragido e foi localizado após um trabalho de investigação que envolveu o cruzamento de informações em sistemas policiais.
De acordo com as investigações, o primeiro caso teria ocorrido em junho deste ano, dentro de uma igreja evangélica em Timon. Conforme relatado pela delegada, o suspeito não seria frequentador do local e teria ido ao templo apenas para escolher possíveis vítimas.
Ainda segundo a investigação, durante um momento de descuido dos adultos, quando uma criança foi até um bebedouro, o homem teria praticado atos libidinosos contra a vítima.
O segundo caso teria acontecido em julho, em outro bairro do município. Conforme a Polícia Civil, o suspeito teria abordado uma criança durante a tarde, conduzido a vítima pelo braço até a própria residência dela e praticado atos libidinosos. A ação teria sido interrompida após a criança informar que a mãe estava no imóvel, momento em que o homem teria fugido.
A delegada informou ainda que, ao consultar os sistemas policiais, a equipe constatou que o homem já era investigado por crime semelhante no estado do Piauí e possuía outro mandado de prisão relacionado ao caso.
Com base nos elementos reunidos, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva do investigado, que foi decretada pela Justiça. Após a prisão em Fortaleza, ele permanece à disposição do Poder Judiciário.
A ação foi realizada no âmbito da Operação Mulher Segura, que intensifica as medidas de combate à violência contra mulheres e crianças. As investigações continuam para o esclarecimento completo dos fatos.
Fonte: g1 MA
Zambelli pede ao STF salvo-conduto para vir ao Brasil votar na mãe
Na Itália, ex-deputada quer chegar ao país na véspera das eleições
A ex-deputada Carla Zambelli pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) um salvo-conduto para que possa retornar ao Brasil com o objetivo de votar em sua mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo. 

Na peça protocolada na segunda-feira (22), a defesa afirma haver mandados de prisão em aberto contra a Zambelli e que a Justiça italiana negou a extradição dela para o Brasil, tendo considerado duvidosa a imparcialidade da Primeira Turma do STF, colegiado responsável por duas condenações contra a ex-deputada.
A defesa também apontou para o pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master, que ainda não foi votado pela plenário do STF, o que coloca em dúvida a idoneidade do magistrado, relator dos casos de Zambelli.
“Circunstâncias que recomendam a preservação cautelar da liberdade até a conclusão da apuração judicial em curso”, escreveram os advogados.
A peça sustenta que, diante de todo esse quadro, Zambelli tem o direito de vir ao Brasil exercer o direito ao voto sem ser presa. “O risco de prisão no ingresso, na permanência ou na saída do País inviabiliza o exercício dessa finalidade e torna necessária a tutela preventiva da liberdade de locomoção”, disse a defesa.
A ação foi enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, relator do pedido de investigação contra Moraes.
Zambelli quer autorização para chegar ao Brasil no 3 de outubro, votar em 4 de outubro e embarcar de volta para a Itália no dia seguinte.
Entenda
A ex-deputada Carla Zambelli, ainda filiada ao PL de São Paulo, foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do Supremo, em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica.
Ela foi considerada culpada por encabeçar uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) realizada em 2022, com o objetivo de inserir neles um mandado de prisão falso contra o próprio Moraes. A motivação, segundo a condenação, foi desmoralizar o Poder Judiciário diante das eleições presidenciais iminentes.
Ainda em 2025, ela foi condenada de novo pelo STF, dessa vez a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso está relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes do segundo das eleições presidenciais de 2022.
Fuga
Após a primeira condenação, antes que fosse expedida a ordem para o cumprimento da pena, Zambelli se valeu do passaporte europeu para embarcar rumo aos Estados Unidos e depois para a Itália, onde pediu refúgio por perseguição política.
Ela chegou a ser presa em Roma a pedido do STF, por intermédio do governo brasileiro, que pediu sua extradição imediata. A primeira instância da Justiça italiana chegou a conceder a extradição, mas a decisão acabou cassada por um tribunal de apelação, que considerou duvidosa a atuação de Moraes, por figurar como juiz e vítima no mesmo processo.
Agência Brasil
40% das mulheres já renunciaram a empregos por dificuldade de acesso
No Brasil, quatro em cada dez mulheres (39%) já abriram mão de uma vaga de emprego ou oportunidade profissional em virtude de dificuldades de deslocamento. Os fatores desfavoráveis são falta de segurança, custo com os quais teriam de arcar para cobrir o serviço, tempo e território, conforme aponta a pesquisa O Direito de Ir, Vir e Viver, da Indique, consultoria de diversidade e inclusão racial, em parceria com a organização feminista Think Eva e a 99.

Mais da metade (54%) também deixou de comparecer a um compromisso de trabalho ou recusou um convite desse tipo pelos mesmos motivos. E um quinto (21%) já desistiu de fazer alguma capacitação, incluindo faculdade.
As mulheres, reforça o estudo, abdicam o tempo todo não somente de experiências e conquistas no âmbito ocupacional ou educacional, mas no social e no de bem-estar. Oito em cada dez (80%) faltaram a encontros, eventos ou atividades, sendo que um terço renunciou a atividades físicas ou de lazer (33%) e a visitas a familiares e amigos (32%) e o dobro (69%) a sair à noite.
Entrevistas feitas com 564 mulheres de diferentes idades, classes e regiões do país mostraram que a insegurança ou violência é o principal impedimento, indicado por 32% delas. A falta de dinheiro (22%) figura em segundo lugar, seguida pela precariedade do transporte público (15%), que não atende devidamente, e a distância dos lugares onde precisam ir (14%).
A sensação de insegurança faz com que a maioria evite certos bairros ou regiões da cidade (87%) e planeje horários (73%). Também para se proteger, 63% já evitaram algum meio de transporte e 60% fizeram outro caminho até o destino.
Para uma das mulheres que respondeu a pesquisa, a aprovação em uma graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) não pôde ser considerada de fato uma vitória. Ela relatou não ter sido possível cursá-la porque não chegaria a tempo ao campus, já que parou de usar ônibus após ter sido assaltada diversas vezes.
Outro aspecto relevante é a preocupação com o assédio sexual. O levantamento constatou que 89% relatam ter sido vítimas em pelo menos um tipo de veículo, com predominância de ônibus (68,8%), deslocamentos a pé (60,8%) e de metrô ou trem (50,2%). A bicicleta e a moto por aplicativo aparecem como os que as deixam menos vulneráveis, mas são citadas, ainda assim, por 6,6% e 4,1% das participantes.
Automóveis
Os carros por aplicativo são opção recorrente de oito em cada dez mulheres ouvidas na pesquisa (80%). Apesar de custarem mais caro para 67% das entrevistadas de periferias e áreas com desfalques estruturais e de transporte.
Mulheres como cuidadoras
Uma das tarefas atribuídas historicamente às mulheres, o cuidado também estabelece certas rotinas adotadas por elas. Segundo o estudo, 54% das entrevistadas afirmam que exercem esse tipo de trabalho sozinhas, ante 38% que dizem dividi-lo com outras pessoas.
Tais dados explicam por que o trajeto de muitas mulheres não se limita à casa-trabalho e vice-versa, incluindo paradas no meio do caminho. As que planejam sozinhas os percursos relacionados ao cuidado, como escola, idas a consultas médicas e farmácias e compras são 43%, sendo que 44% escolhem o veículo que vão utilizar com base nessas responsabilidades.
Os carros por aplicativo são acionados por 53% quando transportam dependentes, sejam eles filhos, idosos ou pessoas com deficiência.
Sobre a coleta de dados
A etapa quantitativa foi feita entre 8 de junho e 9 de julho de 2026, com 564 mulheres entre 18 e 60 anos, com foco nas capitais São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Curitiba, Porto Alegre, Brasília, Manaus e Belém, além de outras 73 cidades brasileiras.
As organizações também colheram contribuições de especialistas ligadas a temas como planejamento urbano, direito à cidade, mobilidade feminina, desigualdades territoriais, periferias e mobilidade ativa.
Letycia Treitero Kawada /Agência Brasil
Argentina sob Milei fecha 31 mil empresas e 245 mil empregos formais
Indústria têm retração de 2,6% em 12 meses, eletrônicos recuam 19%


"Se observarmos os dados do governo Milei, vemos que, durante essa gestão, o número de empresas caiu tanto quanto na pandemia", diz o último informe Monitor Mensal de Empresas, da Fundar, centro de pesquisas da Argentina.
O balanço da Fundar sobre as empresas argentinas abrange os meses de novembro de 2023, quando Milei assumiu o governo, até junho de 2026. Dos 18 setores pesquisados, 14 tiveram queda no número de empresas, prejudicando 23 das 24 províncias argentinas.
A única exceção é a província de Neuquém, onde a exploração de gás natural de Vaca Muerta tem impulsionado as exportações argentinas.
A indústria do país vizinho também vem apresentando retração, no acumulado de 12 meses, de 2,6%, fechados em julho deste ano. A indústria de equipamentos eletrônicos e médicos tem o pior resultado, com queda acumulada de 19,1% em um ano, segundo dados oficiais do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (Indec).
Entre as 709 companhias que fecharam as portas no último mês, estão algumas com mais de 50 anos de atividade como a Din S.A. (Grupo Govan) do ramo da metalurgia, e a Clan Issime do ramo têxtil.
A Fundar destaca que a Clan Issime, no seu auge, "chegou a ter 129 funcionários, 14 lojas próprias e mais de cem pontos de venda terceirizados; no momento do fechamento, restavam 9 trabalhadores na fábrica".
Desemprego
O fechamento de empresas tem afetado o nível de empregos no país ao longo do governo Milei. Entre novembro de 2023 e junho de 2024, se perderam 245,6 mil empregos privados registrados, queda de 3,9% do total, segundo levantamento do Centro de Economia Política Argentina (Cepa).
A perda foi compensada, em parte, por um aumento dos trabalhadores autônomos de 169 mil no período, crescimento de 8,3% nesse perfil de emprego. "Os empregos perdidos são parcialmente substituídos por atividades desprotegidas", diz o informe da Cepa.
Com isso, a taxa de desemprego na Argentina subiu 0,3 pontos percentuais (p.p.) no primeiro semestre de 2026, se comparado com o mesmo período de 2025, chegando a 7,9% da população economicamente ativa, calcula o Indec.
Inflação vs empregos
A queda no emprego, na renda das famílias e na indústria da Argentina contrasta com os números positivos da inflação do país, que caiu de uma taxa anual de 289%, em abril de 2024, para 33,5%, em agosto deste ano, considerando o acumulado dos 12 meses anteriores.
O professor de economia da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) Paulo Gala comentou à Agência Brasil que a estabilidade inflacionária no país vizinho é frágil.
Segundo o especialista, essa estabilidade é resultado do corte de gastos públicos, dos empréstimos bilionários com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e de uma moeda sobrevalorizada. Porém, ele explica que o peso mais valorizado prejudica a indústria do país.
"A moeda sobrevalorizada ajuda a controlar a inflação, só que ela detona o setor industrial. Estamos vendo agora é a contração industrial, perda de empregos industriais, desemprego com quase 8% e o crescimento perdendo muito fôlego", afirmou.
A dívida externa de US$ 350 bilhões é outro elemento apontado pelo economista que revela a fragilidade da situação econômica do principal parceiro comercial do Brasil na América Latina.
The Economist
A agenda econômica do governo de Javier Milei, desde o início do seu mandato, tem recebido apoio de setores do mercado financeiro e da mídia especializada que defendem uma agenda considerada liberal ou neoliberal na economia, com desregulação trabalhista, corte de gastos e abertura comercial.
Mesmo publicações entusiastas da agenda de Milei, como a publicação inglesa The Economist, tem alertado para problemas na gestão econômica.
Em editorial crítico ao governo da Casa Rosada, publicado neste mês, a The Economist escreveu que o país precisa de mais crescimento, e menos "gritaria", em alusão ao estilo histriônico do político argentino.
"Os salários reais ainda são menores do que quando ele assumiu o cargo; empregos formais estão desaparecendo", destacou a revista, acrescentado que " Milei se mostrou relutante em aceitar que seus esforços para conter a inflação tenham prejudicado o crescimento".
Governo Milei
Em discurso durante conferência sobre a economia argentina, no final de agosto, o presidente Javier Milei rebateu as análises negativas sobre o desempenho econômico do país.
Ele destacou que são positivos os indicadores de exportações, consumo privado, inflação e do Produto Interno Bruto (PIB), que cresceu 4,4% em 2025, após uma retração de 1,3% em 2024.
"Se fosse realmente o caso de todas as empresas estarem fechando e nenhuma abrindo, o desemprego teria que estar disparando, e o desemprego não está disparando", justificou.
Milei ainda criticou empresários que dependam do Estado. "Queremos ser grandes? Precisamos amadurecer, e esses capitalistas de compadrio precisam falir", disse.
Lucas Pordeus León /Agência Brasil
Corpos de vítimas de queda de helicóptero em Santa Catarina são liberados


A queda da aeronave modelo Bell 430 ocorreu no último domingo (20), e os destroços foram encontrados ao meio-dia dessa terça-feira (22) na região de Urubici. Além de Rick, estavam a bordo também o piloto Antônio Roberto Nóbrega de Araújo, o copiloto Leopoldo Barros Teixeira, o videomaker Paulo Soares e o empresário Bruno Avelar de Souza.
A FAB, por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), informou que faz, neste momento, investigação na área onde houve a queda do helicóptero. O órgão afirma que faz a coleta e confirmação de dados e também de outras informações relevantes para esclarecer as causas do acidente.
O corpo de Rick será velado na cidade de Sorocaba (SP) nesta quinta-feira (24).
Agência Brasil
Zanin nega liminar para obrigar Senado a instalar CPI sobre Master
Pedido foi feito pelo senador Alessandro Viana (MDB-SE)
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido de liminar (decisão provisória) para determinar a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o caso Master no Senado. 

O pedido foi feito pelo senador Alessandro Viana (MDB-SE), em mandado de segurança. Na decisão assinada nessa terça-feira (22), Zanin entendeu não ter ficado comprovada a omissão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ao não instalar a CPI.
O requerimento de abertura da CPI, que foi protocolado em 9 de março, prevê que sejam investigadas as relações entre os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do antigo Banco Master e investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.
Viana havia apontado que o requerimento preenche os requisitos necessários para a instalação da CPI, tendo 41 assinaturas, acima das 27 necessárias, por exemplo. Passados quase seis meses, contudo, o pedido não foi avaliado pela presidência do Senado.
Em sua decisão, Zanin destacou, porém, a existência de outros requerimentos ligados à mesma matéria, não sendo possível aferir, com as informações atuais, se o requerimento específico apontado por Viana é alvo de omissão.
Apesar de não reconhecer a omissão do presidente do Senado neste momento, Zanin ressalvou que a decisão poderá ser reavaliada após o envio de informações sobre o caso por Alcolumbre. O ministro destacou ser jurisprudência consolidada do STF o direito de as minorias parlamentares instalarem CPI.
Em nota, o senador Alessandro Vieira lamentou a decisão do ministro.
“A decisão do ministro Zanin é uma decepção, como aliás tem sido decepcionante a atuação do STF em geral. Sob ponto de vista formal, vamos juntar ainda mais informações e pedir que o ministro revise seu entendimento”, disse.
Felipe Pontes / Agência Brasil
















