terça-feira, 18 de julho de 2017

Assassino de fiscal da Secretaria da Fazenda do Maranhão é condenado a 25 anos de prisão

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De O Estado
Terça-Feira, 18 de julho de 2017
O comerciante Jack Douglas Vieira Matos, natural da Bahia, foi condenado ontem em julgamento no Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau, a 25 anos de reclusão pelo assassinato do auditor fiscal da Secretaria Estadual da Fazenda do Maranhão (Sefaz-Ma) e empresário José de Jesus Gomes Saraiva. 
O crime ocorreu na Vila Maracujá, zona rural de São Luís, no dia 19 de novembro de 2014. Foi negado ao réu o direito a apelar da sentença em liberdade
A sessão do julgamento foi presidida pelo juiz titular da 2ª Vara do Júri, Gilberto de Moura, que contou ainda com a promotora de Justiça, Cristiane Coelho Lago. Como assistentes de acusação, os advogados Liviane Saraiva e Hugo Passos; enquanto, a defesa do réu foi feita pelo advogado Ítalo Leite.
Ainda no período da manhã foram ouvidas as quatro testemunhas de defesa e acusação, assim como o réu Jack Douglas. Ele declarou que a vítima estava armada no dia do crime e negou que teria efetuado o tiro. No período da tarde ocorreram os debates entre a defesa e o representante do Ministério Público.
Somente no final da tarde que o juiz divulgou o resultado do julgamento. Jack Douglas foi preso na cidade de Paulo Afonso, na Bahia, no dia 27 de outubro de 2016 e, no momento, está custodiado na Unidade Prisional São Luís 2, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Manifestação
Os amigos e parentes do auditor fiscal da Sefaz-Ma antes de começar a sessão de julgamento realizaram uma manifestação na frente do fórum. Cartazes e entregaram panfletos para as pessoas que passavam pelo local. O irmão da vítima, identificado como Jeferson Saraiva, disse que também é fiscal da Fazenda e já recebeu várias ameaças de morte.
Ele ainda declarou que Saraiva antes de morrer tinha sido ameaçado. “Por causa de uma carga de arroz acabaram retirando a vida do meu irmão. Cobrar imposto não é uma tarefa fácil”, desabafou.
A outra irmã da vítima, Silvia Saraiva, declarou que almejava justiça e iria cobrar do Poder Judiciário. “Deve ser feito Justiça pela morte do irmão, pois, isso que esperamos da justiça”, disse Silvia Saraiva.
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