quarta-feira, 4 de março de 2026

Operação apura disseminação de conteúdos falsos contra autoridades do Maranhão

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Portal CN1 News
A Polícia Civil do Maranhão deflagrou, na terça-feira (3), a Operação Fake Stop, com o objetivo de cumprir quatro mandados de busca e apreensão nos estados do Tocantins e da Paraíba. A ação integra investigação que apura denúncias de disseminação de fake news produzidas com uso de inteligência artificial contra autoridades públicas do Maranhão.

Coordenada pela 10ª Delegacia Regional de Imperatriz, com apoio do Centro de Inteligência da corporação, de unidades da região Tocantina e das Polícias Civis do Tocantins e da Paraíba, a operação resultou no cumprimento de três mandados na cidade de Palmas, na região do Plano Diretor Sul, e um em João Pessoa, no bairro Portal do Sol.
Durante as buscas, foram apreendidos aparelhos celulares e notebooks, que passarão por perícia técnica para extração e análise de dados. O objetivo é identificar a origem, autoria e eventual financiamento do material considerado ilícito.

A investigação teve início após o registro de ocorrência relatando a circulação de vídeos manipulados digitalmente, nos quais eram utilizadas imagens e vozes sintéticas — produzidas por meio de inteligência artificial — para atribuir declarações falsas a autoridades públicas.
Entre os alvos das publicações estavam o governador do Maranhão, Carlos Brandão; o prefeito de Imperatriz, Rildo Amaral; o ministro dos Esportes, André Fufuca; e o secretário municipal de Saúde de Imperatriz, Flamarion Amaral.

De acordo com as apurações, os investigados utilizavam perfis em redes sociais e serviços de impulsionamento pago para ampliar o alcance das publicações. Os conteúdos eram divulgados em plataformas como WhatsApp, Facebook e Instagram, com segmentação geográfica direcionada à região de Imperatriz, o que, segundo a polícia, demonstra planejamento e possível motivação político-eleitoral.
As medidas cautelares foram autorizadas pelo juiz Marcos Antônio Oliveira, da 1ª Central das Garantias da Comarca de Imperatriz. Na decisão, o magistrado destacou que os elementos apresentados indicam indícios concretos da prática criminosa por meio de organização estruturada, com uso de recursos tecnológicos avançados e impulsionamento pago, configurando conduta sofisticada e de elevado potencial lesivo à honra e à imagem de agentes públicos.

As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos, apurar eventual financiamento do esquema e promover a responsabilização penal dos autores.


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