Os primeiros dias da gestão de Esmênia Miranda (PSD) à frente da Prefeitura de São Luís foram marcados por ausência de protagonismo direto e pela continuidade de atos administrativos herdados do governo anterior.
Levantamento dos Diários Oficiais publicados entre os dias 1º e 10 de abril mostra que, nos registros iniciais, não há atos assinados pela prefeita. No dia 1º, por exemplo, o único destaque é um edital da Secretaria Municipal de Administração convocando aprovados para a SMTT, assinado exclusivamente pelo secretário da pasta .
A situação se mantém nos primeiros dias úteis após o feriado da Páscoa. No Diário do dia 6, há grande volume de portarias, contratos e movimentações administrativas em áreas como saúde, administração e fazenda, mas todas conduzidas pelas secretarias, sem participação direta do gabinete da prefeita .
A primeira aparição formal de Esmênia ocorre apenas a partir do dia 7 de abril, quando começam a ser publicados decretos e atos vinculados à reorganização interna da administração. Entre eles, um decreto que altera a composição do Conselho Municipal de Assistência Social, substituindo representantes de secretarias na estrutura colegiada .
Nos dias seguintes, o padrão se repete. No Diário do dia 10, outro decreto, também assinado pela prefeita, promove nova alteração na composição do mesmo conselho, incluindo mudanças em cadeiras vinculadas à Secretaria de Planejamento . Os atos indicam atuação focada na reconfiguração administrativa, sem impacto direto em políticas públicas ou serviços.
Outro ponto que chama atenção é o volume de atos com datas anteriores à posse efetiva da nova gestão. Diversas portarias publicadas nos dias 7 e 8 estão datadas de 30 e 31 de março, evidenciando que a máquina administrativa operou, nos primeiros dias, com decisões ainda vinculadas ao governo de Eduardo Braide .
Na prática, o que se observa é uma prefeitura funcionando por inércia administrativa, com forte protagonismo das secretarias e ausência de diretrizes políticas claras nos primeiros dias. Mesmo quando passa a assinar atos, Esmênia concentra suas decisões em ajustes internos (como nomeações, exonerações e reorganização de conselhos) sem anunciar mudanças estruturais ou novas agendas de governo.
O cenário indica que, embora tenha assumido formalmente o cargo, a prefeita ainda não imprimiu, ao menos no plano documental, uma marca própria de gestão nos primeiros 10 dias.

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