Em meio à repercussão do Caso Tech Office, o governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), decidiu recorrer à Justiça contra a condução das investigações. Segundo informações divulgadas, os advogados Nabor Bulhões e José Carlos Porciúnculo protocolaram recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) com o objetivo de suspender as investigações conduzidas pela Polícia Federal, submeter o inquérito à análise da Procuradoria-Geral da República (PGR) e devolver o caso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A defesa sustenta que caberia ao STJ processar e julgar governador de Estado e conselheiro de Tribunal de Contas. O movimento também busca, segundo o relato, criar condições para reverter o afastamento de Daniel Brandão das funções de conselheiro e presidente do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA). Paralelamente, o ex-secretário de Segurança Pública e de Assuntos Legislativos Raimundo Cutrim, que cumpre prisão domiciliar, requereu o impedimento do ministro Flávio Dino na condução do caso.
A ofensiva judicial ocorre após a retirada do sigilo de três decisões relacionadas à investigação, que tornou públicos documentos e depoimentos atribuídos a Gilbson Cutrim Jr., condenado pelo assassinato do empresário João Bosco. Em um novo depoimento citado nas reportagens sobre o caso, Gilbson teria feito acusações envolvendo o governador, familiares e auxiliares, apontando supostos pagamentos relacionados a atos de corrupção.
Brandão nega as acusações, questiona a credibilidade do condenado e também afirma que a atuação de Flávio Dino na investigação seria marcada por conflito político entre os dois. O caso ganhou dimensão política diante dos possíveis impactos sobre a sucessão estadual e a disputa pelas duas vagas ao Senado em 2026. O governador também tem buscado preservar a candidatura de Orleans Brandão, enquanto o conflito judicial deve continuar produzindo novos desdobramentos nas próximas semanas.

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