Foi a primeira vez desde fevereiro deste ano que todo o território maranhense voltou a registrar seca. Com o resultado, o Maranhão passou a integrar o grupo de estados nordestinos com a totalidade da área afetada, ao lado de Alagoas, Piauí e Sergipe.
Apesar da expansão territorial, a intensidade da seca permaneceu praticamente estável na comparação entre agosto e setembro. Pouco mais de 4% do Maranhão apresentou seca moderada. Nas demais áreas, o fenômeno foi classificado em níveis menos intensos.
O Nordeste registrou seca em 96% de sua extensão territorial em setembro, o maior percentual entre as regiões brasileiras.
Além do Maranhão, a área atingida aumentou em Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Sergipe.
Em Pernambuco, houve avanço expressivo da intensidade: a parcela do território classificada com seca grave passou de 28% em agosto para 74% em setembro, conforme o levantamento.
No país, a área afetada passou de 67% para 75% entre os dois meses. Enquanto Norte e Nordeste registraram expansão, partes do Centro-Oeste e do Sudeste tiveram redução da ocorrência.
Os três estados do Sul – Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul – permaneceram sem registros de seca em setembro.
O Monitor de Secas acompanha mensalmente a ocorrência e a evolução do fenômeno nos 26 estados e no Distrito Federal.
A ferramenta reúne indicadores climáticos e informações sobre os impactos da falta de chuva para elaborar mapas e classificar a seca em cinco categorias de intensidade. Os resultados ajudam a orientar o planejamento de ações e políticas públicas de enfrentamento ao problema.
Fonte: Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)

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