quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

Quase 30% dos brasileiros são hipertensos

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Pesquisa Vigitel 2025 também aponta crescimento de diabéticos e obesos
Foto: Divulgação/SESA/Governo do Paraná
Cresceu o número de brasileiros com diabetes e hipertensão arterial nos últimos 18 anos. Os casos de diabetes saltaram de 5,5% em 2006 para quase 13% em 2024, enquanto a hipertensão passou de 22,6% da população em 2006 para quase 30% em 2024.

Os índices de obesidade e excesso de peso também aumentaram. Em 2024, eram 62,6% da população adulta com excesso de peso, enquanto em 2006 eram 42,6%. Já a prevalência da obesidade passou de 11,8% em 2006 para 25,7% em 2024.

Essas informações fazem parte do Vigitel 2025, pesquisa que monitora situação de saúde da população brasileira a respeito dos principais fatores de risco e proteção para as doenças crônicas não transmissíveis, e foram divulgadas nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde.

Qualidade de vida

Pela primeira vez, o levantamento traz detalhes sobre o sono e a insônia dos brasileiros. Em 2024, cerca de 20% dos adultos disseram dormir menos de seis horas por noite, e quase 32% têm ao menos um dos sintomas de insônia.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que esse indicador é um alerta para o desenvolvimento de outras doenças.

"Por que isso preocupa? Porque o sono, poucas horas de sono, um sono sem qualidade, tem relação direta com ganho de peso, com obesidade, e pode ter relação direta com piora de doenças crônicas, como hipertensão, o próprio diabetes (dificuldade do controle) e pode ter relação também com o tema da saúde mental."

Para transformar o cenário atual, o Ministério da Saúde lançou a estratégia Viva Mais Brasil. O objetivo é ser uma mobilização nacional voltada à promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida.

Vão ser investidos R$ 340 milhões em políticas de promoção da atividade física. O destaque é a retomada da Academia da Saúde, que vai receber R$ 40 milhões ainda neste ano. O ministro Alexandre Padilha afirmou que essa iniciativa já comprovou resultados positivos.

"A gente conseguiu comprovar cientificamente que a Academia da Saúde — colocar um espaço de equipamento com um profissional orientando, ligar as unidades básicas de saúde — chegou a essa situação de as pessoas pararem ou reduzir o uso de medicação de diabetes e hipertensão, também de medicamentos ansiolíticos, de antidepressivos. As pessoas ou param ou reduzem a sua utilização porque o convívio social, a atividade física, fazem bem para a nossa saúde."

Priscila Thereso/Rádio Nacional/radioagência
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