Por Luiz Carlos Jr./Portal CN1, com informações da Agência Marinha
Almirante Carlos Chagas ministrou a aula magna – Foto: Sargento Borges/Marinha do Brasil
Repórteres e estudantes de jornalismo participaram da terceira edição do Curso de Cobertura Jornalística em Áreas de Combate e em Emergências (CCJACE), promovido pela Marinha do Brasil. Durante cinco dias de atividades, os participantes foram submetidos a simulações de conflitos armados, operações policiais, desastres naturais e missões humanitárias, com o objetivo de prepará-los para atuar com mais segurança e precisão em coberturas de alto risco.
A capacitação reuniu cerca de 70 profissionais e estudantes, selecionados entre 435 inscritos, representando 25 estados e o Distrito Federal. O treinamento combinou teoria e prática, proporcionando experiências que reproduziram situações reais enfrentadas por jornalistas em cenários de crise.
Incursão foi realizada na Pista de Conduta em Área Urbana – Foto: Sargento Tonetti/Marinha do Brasil
Entre as atividades, os participantes realizaram exercícios de liderança sob pressão, utilizaram drones e sistemas de realidade virtual para reconhecimento de áreas de risco e acompanharam demonstrações de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica (NBQR). Também participaram de simulações de captura e resgate conduzidas por militares do Corpo de Fuzileiros Navais, além de embarques em viaturas anfíbias e no Navio de Desembarque de Carros de Combate (NDCC) Almirante Saboia.
Almirante Belarmino enfatizou a importância do mar para o Brasil – Foto: Sargento Borges/Marinha do Brasil
A programação contou ainda com a participação da Polícia Civil, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro. Na Cidade da Polícia, agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE) apresentaram técnicas de neutralização de explosivos, uso de cães farejadores e equipamentos especializados. Já no BOPE e na Cidade do Fogo, os jornalistas acompanharam treinamentos de incursões táticas, combate a incêndios e procedimentos de resgate em ambientes de baixa visibilidade e estruturas colapsadas.
As atividades também destacaram o emprego de meios navais em operações humanitárias, como as realizadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, quando a Marinha atuou no resgate de vítimas, transporte de equipes e distribuição de suprimentos.
Segundo os organizadores, o objetivo do curso não é transformar jornalistas em operadores de segurança, mas oferecer conhecimentos técnicos que contribuam para a preservação da vida e para uma cobertura mais qualificada e contextualizada. Desde sua criação, o CCJACE já capacitou cerca de 170 profissionais, consolidando-se como uma das principais iniciativas de integração entre imprensa, Forças Armadas e órgãos de segurança pública no Brasil.




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