Proposta continua parada na Secretaria Legislativa da Casa
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O Senado começa a discutir nesta quarta-feira (1) a PEC 6x1. Hoje, primeiro de julho, exatos 35 dias depois que o texto chegou à Casa e a duas semanas do recesso parlamentar. E vai começar a discutir em sessão temática. Tramitação mesmo, encaminhamento, escolha de relator, isso tudo ainda não começou. A PEC que acaba com a escala 6x1 continua parada na Secretaria Legislativa. Nem foi para a Comissão de Constituição e Justiça para a escolha de relator. Mesmo com a pressão de sindicatos, de categorias, de trabalhadores e de empregados.
O presidente da Casa, Davi Alcolumbre, disse lá atrás, quando o texto chegou na Casa - e repetiu em plenário nessa terça-feira (31/6): a Casa não será mero carimbador de decisões da Câmara.
“Uma matéria debatida há muitos meses na Câmara dos Deputados não pode ser, imediatamente, automaticamente, carimbada e deliberada no plenário do Senado Federal. Esta é uma cobrança permanente das nossas colegas senadores e dos nossos colegas senadores em relação ao trâmite adotado pela presidência do Senado Federal em relação a essas agendas”.
Antes da sessão temática desta quarta-feira, Alcolumbre se reune com o senador Paulo Paim, com a deputada Érika Hilton, uma das que estão à frente dos debates, e com a líder do governo no Senado, Tereza Cristina.
Vai ouvir a posição do governo e das centrais sindicais, assim como já fez com os empresários. Enquanto isso, aumenta a pressão pela votação. A terça-feira foi dia de protestos em, pelo menos, 15 estados a favor da PEC. E no Rio, a greve de ônibus entra no terceiro dia. Uma das reivindicações, além de melhores condições, é justamente o fim da 6x1. A adoção de cinco dias trabalhados para dois de folga sem redução de salário.
Priscilla Mazenotti /Rádio Nacional/radioagência

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