O assassinato do jornalista Décio Sá completa 14 anos nesta quinta-feira (23) ainda cercado por processos inconclusos e cobranças por justiça. Morto a tiros em 2012, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís, o caso teve repercussão nacional e internacional e permanece como um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Maranhão.
Das 12 pessoas denunciadas pelo Ministério Público, apenas duas foram condenadas até o momento: o assassino confesso, Jhonathan de Souza Silva, e Marco Bruno Silva de Oliveira, apontado como piloto da motocicleta usada na fuga. Outros investigados seguem com processos pendentes, incluindo Gláucio Alencar e Júnior Bolinha, apontados como envolvidos na trama criminosa.
Segundo o Ministério Público, os julgamentos dos acusados que ainda aguardam decisão podem ocorrer ainda este ano, após o retorno dos processos ao Maranhão. A investigação concluiu que o crime teria sido encomendado por um grupo de agiotas, e a demora no desfecho do caso segue alimentando críticas sobre morosidade e sensação de impunidade.
Para entidades ligadas à imprensa, o caso Décio Sá se tornou símbolo da luta contra a violência e em defesa da liberdade de expressão. Quatorze anos depois, a memória do jornalista segue viva, enquanto familiares, colegas de profissão e a sociedade continuam cobrando respostas definitivas e justiça completa.

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