O índice caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior
Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,3% no trimestre móvel encerrado em julho. Com o resultado, o índice caiu 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior, quando estava em 5,8%. Um ano antes, nos três meses encerrados em julho de 2025, havia ficado em 5,6%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, divulgados nesta quinta-feira (27) pelo IBGE.
De acordo com o levantamento, a queda foi puxada pela geração de postos de trabalho. O total de pessoas empregadas chegou a 103,3 milhões, o maior já registrado pelo IBGE. O nível da ocupação, que é o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,9%.
O analista da pesquisa, William Kratochwill, destaca que "a população ocupada está aumentando e tirando pessoas da desocupação".
“Entre as atividades econômicas, aconteceu principalmente na construção. E além disso, percebemos um aumento da ocupação dentre as pessoas no setor privado sem carteira de trabalho assinada. Também aconteceu um aumento da ocupação dentre as pessoas que eram empregadoras e, no setor público, sem carteira de trabalho assinada”.
O número de empregados no setor privado com carteira assinada cresceu, ficando acima de 39 milhões. Já o número de trabalhadores por conta própria somou 26,1 milhões, sem mudanças significativas no trimestre e no ano.
O rendimento real habitual de todos os trabalhos, de R$ 3.762, também registrou estabilidade em relação ao trimestre anterior, mas com alta de 3,3% na comparação anual.
Crescimento ainda em relação à força de trabalho, que reúne as pessoas ocupadas e desocupadas, no trimestre de maio a julho: somando 109,2 milhões. Frente ao mesmo trimestre do ano anterior, a alta foi de 0,6%.
Solimar Luz/ Rádio Nacional/radioagência

0 comentários: