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sexta-feira, 2 de outubro de 2026

 PRF apreende 93,7 toneladas de madeira transportadas irregularmente na BR-010, no Maranhão

PRF apreende 93,7 toneladas de madeira transportadas irregularmente na BR-010, no Maranhão

 


Portal CN1 News 

Foto: Divulgação / PRF
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu 93,73 toneladas de madeira transportadas de forma irregular durante duas fiscalizações realizadas na quarta-feira (30), na BR-010, na região de Ribeirãozinho do Maranhão e Imperatriz, no sul do estado.

As abordagens identificaram divergências entre os volumes de madeira transportados e as informações declaradas na documentação fiscal e florestal apresentada pelos motoristas.

Na primeira ocorrência, registrada no km 232 da rodovia, os documentos apontavam 39,921 m³ de madeira, mas a medição realizada pelos agentes identificou aproximadamente 53,334 m³. O volume constatado ultrapassou inclusive a margem de tolerância de 10%.

Também foi encontrada diferença significativa no peso da carga. O caminhão transportava 46.880 kg, enquanto a nota fiscal registrava 31.530 kg. Entre as espécies relacionadas na documentação estava o amarelão (Euxylophora paraensis), espécie apontada como ameaçada de extinção na lista oficial da flora brasileira.

Cerca de dez minutos depois, uma segunda fiscalização identificou outra carga irregular. O caminhão transportava madeira nativa serrada com destino a Itabaiana (SE). A documentação declarava 39,996 m³ de muiracatiara, mas a fiscalização apontou aproximadamente 47,61 m³.

A pesagem também apresentou divergência: foram registrados 46.850 kg, enquanto a nota fiscal indicava 31.800 kg, uma diferença de 15.050 kg.

Diante das inconsistências encontradas nas duas ocorrências, as Guias Florestais foram consideradas inválidas, e os casos foram enquadrados inicialmente como transporte de produto de origem florestal sem licença válida.

A PRF lavrou Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) e reteve os veículos e as cargas na unidade operacional da corporação em Imperatriz. O material permanece à disposição da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais do Maranhão (Sema) para as providências cabíveis.

Jovem de 22 anos morre após bater moto na traseira de carreta na BR-222, em Arari

Jovem de 22 anos morre após bater moto na traseira de carreta na BR-222, em Arari


Foto: Reprodução/redes sociais
Uma jovem de 22 anos morreu, nessa quinta-feira (1º), após um grave acidente na BR-222, em Arari, a 165 km de São Luís. A vítima foi identificada como Maria Eduarda Marinho Nogueira, natural do município.

De acordo com as primeiras informações, Maria Eduarda retornava da sede de Arari para o povoado de Bamburral, onde morava, quando a motocicleta que conduzia colidiu na traseira de uma carreta.

O acidente aconteceu em um trecho da BR-222 que passa por obras de recuperação. No local, o pavimento asfáltico está sendo substituído por concreto.

Segundo testemunhas, a carreta teria parado em razão da movimentação provocada pelas obras quando Maria Eduarda colidiu a motocicleta na traseira do veículo de carga. A vítima atuava como bombeira civil e residia no povoado de Bamburral.

Fonte: g1 MA 





  Mesmo proibidos, deepfakes tomam conta das redes antes da eleição

Mesmo proibidos, deepfakes tomam conta das redes antes da eleição

 

Agência de checagem avaliou quase mil publicações em 40 dias

Foto: Rawpick/Freepick

Durante a campanha para o primeiro turno das eleições gerais de 2026, pelo menos 554 vídeos e imagens do tipo deepfake foram publicadas nas redes sociais, conforme levantamento do projeto VigIA, realizado pela agência de checagem Lupa, que monitora o uso de IA no pleito.

Desses, 29 foram disseminados por perfis de candidatos ou partidos, o que pode gerar sanções. 

Deepfakes são conteúdos produzidos ou editados com ferramentas de IA a partir da imagem de uma pessoa real, manipulada de forma que ela apareça falando frases ou realizando atos que não são reais. 

O Tribunal Superior Eleitoral proibiu essas publicações, que podem acarretar até na cassação da candidatura ou do mandato, mas também ressalvou que, para isso, elas devem estar caracterizadas como propaganda política e apresentar verossimilhança capaz de enganar o eleitor.

Desafio

Relatório publicado nesta quinta-feira (1°) pelo projeto VigIA identificou que deepfakes foram os principais conteúdos criados ou editados com IA e publicados nas redes sociais neste período eleitoral.

Eles correspondem a 60% do total de 920 publicações coletadas entre os dias 16 de agosto e 28 de setembro. 

Destacam-se entre as deepfakes mais recorrentes, vídeos em que jornalistas anunciam notícias inventadas e celebridades manifestam, falsamente, apoio a candidatos. 

A maioria das postagens falsas (525) foram feitas por usuários comuns, incluindo muitos anônimos. Para a pesquisadora responsável pelo relatório, Beatriz Farrugia, esse dado revela um desafio para a aplicação da lei eleitoral: 

"Se a gente quer bloquear de toda maneira a publicação de deepfakes pelo risco que impõe ao entendimento das pessoas sobre os eventos políticos, a gente precisa considerar que a maior parte desses conteúdos tem partido de contas de usuários e de avatares anônimos. Aqui a Justiça precisaria trabalhar com as plataformas para tentar identificar essas pessoas"

Sinalização

O relatório também identificou outra prática que contraria a legislação eleitoral. O uso de IA é permitido desde que as peças criadas ou manipuladas com o auxílio dessas ferramentas sejam sinalizadas, o que não ocorreu na maioria dos casos.  

Dos 920 conteúdos identificados, apenas 371 estavam devidamente rotulados como material feito com IA, cerca de 40%. Considerando as 549 publicações irregulares, 75 foram feitas por candidatos ou partidos. 

VigIA em números

Ao todo, o VigIA coletou 1.941 conteúdos político-eleitorais suspeitos, ao longo do período analisado. Por enquanto, 972 imagens e vídeos foram analisados, com 920 casos confirmados de uso de IA. 

A investigação é feita em parceria com o Laboratório de Inteligência Artificial (Recod.ai) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Três ferramentas de detecção de IA são aplicadas para procurar indícios de uso dessas ferramentas, e depois o resultado passa pelo crivo dos pesquisadores. 

Além dos deepfakes, há também conteúdos sintéticos, em que a tecnologia foi usada para criar ou modificar aspectos da publicação, sem imputar a uma pessoa fala ou atos que não aconteceram.

Para a fundadora e gerente de Inteligência e Formação da Agência Lupa, Cristina Tardáguila, os números mostram que a IA "já faz parte da comunicação política cotidiana, e não só de episódios isolados"

"Quando encontramos quase um conteúdo com IA por hora e vemos que a maioria não sinaliza o uso da tecnologia, temos uma dimensão do desafio que esse cenário representa não só para o eleitor como para os órgãos fiscalizadores”, acrescenta. 

De forma geral, a promoção de candidaturas foi a finalidade mais frequente entre os conteúdos identificados pelo VigIA, aparecendo em 414 dos 920 casos (45%). No entanto, um quarto dos conteúdos trazem ataques contra candidatos ou outras pessoas.

Há também uma proporção parecida de peças em que a IA foi utilizada para produzir conteúdo de humor ou sátira. 

Eleições

O cenário nacional foi mais explorado, com grande foco nas eleições presidenciais. Em consonância, o atual presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi a principal figura pública retratada nas peças, aparecendo em 379 publicações. Em seguida, vem Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula, com 190 aparições. 

No caso de Lula, 39% das publicações eram de humor ou sátira e outras 34% buscavam atacar sua candidatura. Já entre as publicações com Flávio Bolsonaro, 40% buscavam favorecê-lo e 28% traziam conteúdo humorístico ou satírico. 

A predominância de usuários comuns como principais publicadores se manteve na análise geral, e 47% dos autores têm esse perfil.

No entanto, o relatório também destaca que 27% das publicações partiram de perfis desconhecidos, proporção maior do que os 24,5% referentes às contas oficiais das candidaturas. 

Tâmara Freire / Agência Brasil

 

   Justiça Eleitoral entra na reta final da preparação das urnas

Justiça Eleitoral entra na reta final da preparação das urnas


Logística é considerada uma das etapas mais complexas da eleição

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

A dois dias do primeiro turno das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral está na fase final dos preparativos para disponibilizar as urnas eletrônicas nos locais de votação em todo o país.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os equipamentos passam por etapas como geração de mídias, carga dos sistemas, testes e lacração antes de serem encaminhados para uso no pleito.

O TSE destaca que a chegada da urna à seção eleitoral é resultado de uma extensa operação logística coordenada pelos tribunais regionais eleitorais (TREs).

A estrutura envolve a distribuição dos equipamentos para milhares de locais de votação espalhados pelo território nacional, incluindo áreas urbanas, comunidades rurais e regiões de difícil acesso.

As informações divulgadas pelos tribunais indicam que os trabalhos de preparação seguem próximos da etapa final.

TSE

O TSE explica que a jornada da urna eletrônica até o eleitor envolve diversas etapas de preparação antes da votação, incluindo procedimentos técnicos e logísticos coordenados pela Justiça Eleitoral em todo o país.

Embora os tribunais não detalhem publicamente o cronograma de entrega de cada equipamento aos locais de votação, as publicações mais recentes da Justiça Eleitoral mostram o avanço das etapas de preparação das urnas em diversos estados.

A logística é considerada uma das etapas mais complexas da eleição. Segundo o TSE, cada urna é preparada especificamente para a seção onde será utilizada, o que exige controle sobre a movimentação dos equipamentos e acompanhamento das diferentes fases do processo até a abertura da votação.

Pedro Peduzzi / Agência Brasil

CHAPADINHA PARA! Mega Carreata do Time da Vitória toma as ruas e marca encerramento da campanha de Aluizio Santos 22123 e Fabiana Vilar 2222, em Chapadinha

CHAPADINHA PARA! Mega Carreata do Time da Vitória toma as ruas e marca encerramento da campanha de Aluizio Santos 22123 e Fabiana Vilar 2222, em Chapadinha



Por Luiz Carlos Jr./Portal CN1 
 Fotos: Kim Pereira
Chapadinha foi tomada por uma grande mobilização na noite dessa quinta-feira (1º), durante a Mega Carreata do 'Time da Vitória', que marcou o encerramento da campanha do deputado estadual Aluizio Santos (22123), candidato à reeleição. Ao lado da prefeita Belezinha e da candidata a deputada federal Fabiana Vilar (2222), Aluizio percorreu ruas e avenidas do município em um ato marcado por veículos, apoiadores e manifestações de entusiasmo.
A mobilização reuniu participantes em apoio às candidaturas de Fabiana Vilar (2222), para a Câmara Federal; Aluizio Santos (22123), para a Assembleia Legislativa; Fufuca (111) e Weverton (123), para o Senado Federal; e Eduardo Braide (55), para o Governo do Maranhão.
O grande número de veículos chamou atenção durante o percurso e movimentou diferentes pontos da cidade.
O ato também reuniu lideranças políticas, apoiadores e simpatizantes, encerrando uma campanha marcada por caminhadas, reuniões, encontros e carreatas em Chapadinha e em outros municípios do Maranhão.
Aluizio Santos agradeceu a participação da população e destacou o clima de união vivido durante a noite. “Foi uma noite linda, de muita alegria e união. Agradeço a cada pessoa que esteve conosco e fez parte desse momento”, declarou o deputado.
A Mega-Carreata encerrou a agenda de campanha em Chapadinha antes das eleições deste domingo (4), reunindo apoiadores em uma das últimas grandes manifestações públicas do grupo político liderado pela prefeita Belezinha.





















 Lei Seca: venda e consumo de bebidas alcoólicas serão proibidos no Maranhão no domingo de eleição

Lei Seca: venda e consumo de bebidas alcoólicas serão proibidos no Maranhão no domingo de eleição

 

Portal CN1 News 

Foto: Getty Images
A venda, o fornecimento e o consumo de bebidas alcoólicas estarão proibidos em locais públicos ou de acesso público em todo o Maranhão durante o primeiro turno das Eleições 2026, no próximo domingo (4).

A medida, estabelecida pela Secretaria de Estado da Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA), por meio da Portaria nº 417/2026, terá validade das 0h às 22h. A restrição abrange qualquer tipo de bebida alcoólica e também substâncias de efeitos semelhantes.

A determinação vale para bares, restaurantes e outros estabelecimentos de acesso público. O descumprimento poderá caracterizar crime de desobediência, previsto no artigo 330 do Código Penal, além de outras medidas administrativas e encaminhamento à autoridade policial.

A restrição integra o planejamento de segurança para o primeiro turno das eleições. Segundo as informações divulgadas, a operação contará com 8.651 agentes das forças de segurança, 887 viaturas e quatro aeronaves em todo o estado.

A orientação é para que eleitores, comerciantes e responsáveis por estabelecimentos fiquem atentos aos horários e às regras estabelecidas para o domingo de votação.

   INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica

INSS pagará benefício a mulheres afastadas por violência doméstica

 

Lei Maria da Penha não especificava quem pagaria salário da vítima

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Mulheres vítimas de violência doméstica que conseguirem, na Justiça, medida protetiva de afastamento do trabalho vão receber benefício pago via Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O parecer que garante o afastamento remunerado, elaborado pela Advocacia-Geral da União (AGU), foi assinado nessa quinta-feira (1º) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social (Secom) da Presidência informou que o documento incorpora às regras da administração pública federal decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que estabeleceu que, quando a Justiça determinar o afastamento da mulher do local de trabalho como medida protetiva, com base na Lei Maria da Penha, a trabalhadora deve continuar recebendo renda durante o período, que pode chegar a seis meses.

“O entendimento do STF abrange as seguradas do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e também prevê proteção de natureza assistencial para as mulheres sem vínculo previdenciário”, informou a pasta.

Entenda

A Lei Maria da Penha permite, como medida protetiva, que o juiz afaste a mulher do trabalho por até seis meses, mantendo o vínculo de emprego. A lei, porém, não especificava quem pagaria o salário nesse período.

“A incerteza sobre o recebimento da remuneração fazia com que muitas mulheres tivessem que optar entre a segurança e o próprio sustento”, destacou a Secom.

O STF julgou a questão em junho deste ano e estabeleceu que o empregador é responsável pelos 15 primeiros dias de afastamento e o INSS, pelo restante. Nos casos sem relação de emprego, como contribuintes individuais, facultativas e seguradas especiais, o INSS paga o benefício integralmente.

Conforme a legislação, a mulher afastada não precisa cumprir período de carência para receber o benefício. Também não há desconto de contribuição previdenciária sobre o valor recebido, e o período é computado como tempo de contribuição para a aposentadoria.

Para mulheres que não são seguradas da Previdência, o STF estabeleceu que o pagamento tem natureza assistencial. Nesse caso, o pagamento será pago pelo estado, pelo Distrito Federal ou pelo município indicado pelo juiz.

Orientação administrativa

A Secom destacou que, embora tenha estabelecido linhas gerais para o afastamento remunerado, a decisão do STF legalmente obrigava apenas juízes e tribunais.

“Isso poderia levar ao cenário em que, na falta de uma orientação administrativa estabelecida pelo Poder Executivo, cada mulher poderia ter que entrar com nova ação judicial para receber os valores. É esta lacuna que o parecer vinculante vem preencher.”

O documento da AGU assinado hoje assimila a decisão do STF à administração pública federal, tornando obrigatória a concessão do afastamento remunerado quando este for determinado judicialmente como medida protetiva às vítimas de violência doméstica. 

“Na prática, basta que o juiz emita a decisão da medida protetiva para que o INSS realize o pagamento, sem nova perícia ou análise do direito, verificando apenas se a mulher é segurada”, reforçou a Secom.

Atendimento prioritário e sigiloso

Após a publicação do parecer, o Ministério da Previdência Social e o INSS terão até 15 dias para regulamentar o pagamento, com garantia de atendimento prioritário e sigiloso a vítimas de violência, inclusive via Meu INSS.

Ainda de acordo com a Secom, o INSS cobrará do agressor, por meio de ação regressiva, os valores pagos à vítima. A cobrança será feita por meio de ação judicial apresentada pela Procuradoria-Geral Federal (PGF), órgão da AGU responsável por representar as autarquias e fundações federais.

Paula Laboissière / Agência Brasil

 PRF, TREs e forças de segurança atuarão em conjunto nas eleições

PRF, TREs e forças de segurança atuarão em conjunto nas eleições

 

Bloqueios e abordagens só serão permitidos em situações excepcionais

Foto: PRF/ Divulgação

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai trabalhar de forma conjunta com os tribunais regionais eleitorais (TREs), forças de segurança e instituições públicas para garantir o livre deslocamento dos eleitores até os pontos de votação, manter a segurança e evitar imprevistos a quem vai votar no próximo domingo (4) no primeiro turno das eleições.

Segundo a PRF, foi montada uma comissão de eleição para planejar as atuações locais de acordo com as características de cada região. Todas as ocorrências criminais serão monitoradas pelo Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), na sede da PRF em Brasília.

Orientações 

A PRF orienta os eleitores a planejaram com antecedência a rota até os locais de votação e pesquisar horários de pico e previsão do tempo.

Tanto no dia 4 quanto no dia 25, se houver segundo turno, haverá restrições de tráfego para veículos grandes, que tenham largura maior que 2,40 metros, altura maior que 4,40 metros e comprimento total maior que 19,80 metros. A medida tem o intuito de evitar congestionamentos.

Os bloqueios de rodovias só poderão ocorrer de forma excepcional:

  • com autorização prévia da Justiça Eleitoral;
  • justificativa para a medida e
  • indicação de rotas alternativas. 

As abordagens de veículos também ficam restritas a situações que representem risco concreto e iminente à vida ou à integridade das pessoas.

O objetivo é evitar que ocorram bloqueios ilegais como nas eleições de 2022, quando a PRF fez operações para fiscalização de ônibus no Nordeste. 

Segundo a Procuradoria-Geral da República, as ações foram direcionadas a locais onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva estava na frente nas pesquisas, e tinha a intenção de impedir os eleitores de chegarem aos locais de votação. 

O diretor-geral da PRF na época, Silvanei Vasques, foi condenado pelo Supremo Tribunal Eleitoral (STF) a 24 anos e 6 meses de prisão por participação na trama golpista.

Iara Balduino / Agência Brasil

BB fará pagamentos via Pix a mesários nas eleições

BB fará pagamentos via Pix a mesários nas eleições

 

Acordo prevê auxílio-alimentação para 2,3 milhões de colaboradores

Foto: Luiz Roberto/TSE

Os mesários e demais colaboradores da Justiça Eleitoral que atuarão nas Eleições Gerais de 2026 receberão o auxílio-alimentação por meio de Pix processado pelo Banco do Brasil. A instituição firmou acordos de cooperação técnica com os tribunais regionais eleitorais (TREs) de todo o país para operacionalizar os pagamentos do primeiro turno e, se houver, do segundo turno.

O Banco do Brasil será responsável pelo processamento dos créditos a partir das informações encaminhadas pelos tribunais eleitorais. A operação utilizará sistemas eletrônicos do banco para dar agilidade aos pagamentos e permitir o acompanhamento das transações.

A expectativa é que aproximadamente 2,3 milhões de mesários e colaboradores da Justiça Eleitoral recebam o auxílio-alimentação em todo o país.

A utilização do Pix permitirá que os valores sejam transferidos diretamente aos beneficiários, com a infraestrutura digital do banco e mecanismos voltados à segurança e à rastreabilidade das operações.

Operação nacional

Os acordos abrangem os TREs de todo o país e permitem a execução dos pagamentos em escala nacional. O Banco do Brasil utilizará soluções já empregadas no atendimento a órgãos públicos.

A instituição bancária tem experiência em operações eleitorais. Nas eleições de 2024, o banco foi responsável pelo processamento de mais de 2,1 milhões de pagamentos destinados a colaboradores da Justiça Eleitoral.

A cooperação para este ano busca facilitar a execução dos pagamentos aos trabalhadores convocados para auxiliar na organização das eleições.

Acordos

Os acordos de cooperação técnica não envolvem prestação de serviço remunerada para o banco. O objetivo é exclusivamente viabilizar a operacionalização dos pagamentos dos auxílios-alimentação aos colaboradores da Justiça Eleitoral.

Segundo o Banco do Brasil, a iniciativa reforça a parceria mantida pela instituição com órgãos da administração pública e amplia o uso de soluções digitais em operações de grande escala.

A instituição destaca ainda sua presença em todo o território nacional e a experiência no atendimento ao setor público como fatores que contribuem para a execução da operação durante as Eleições 2026.

Wellton Máximo / Agência Brasil

 Observadores internacionais chegam ao Brasil para monitorar eleições

Observadores internacionais chegam ao Brasil para monitorar eleições

 

Mais de 140 pessoas de sete organizações acompanham votação no domingo

Foto: OEA_oficial/ X

Delegações de organizações internacionais convidadas como observadoras independentes do processo eleitoral brasileiro já começaram a chegar ao Brasil. O objetivo é que essas instituições avaliem a integridade, a eficácia operacional e o cumprimento estrito das normas eleitorais.

Mais de 140 observadores de sete organizações internacionais vão acompanhar a preparação, a votação e a apuração nesse domingo (4):

  1. Organização dos Estados Americanos (OEA);
  2. Parlamento do Mercosul (Parlasul);
  3. União Europeia;
  4. Liga dos Estados Árabes (LEA);
  5. Rede dos Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral dos Países de Língua Portuguesa (Roaje-CPLP);
  6. União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore); e
  7. Rede Mundial de Justiça Eleitoral (RMJE).

OEA

Só a Missão de Observação Eleitoral da OEA é composta por 91 observadores de 23 países e vão acompanhar o processo eleitoral em 20 estados e no Distrito Federal.

O grupo é chefiado pelo ex-secretário-geral da OEA e ex-ministro das Relações Exteriores do Chile, José Miguel Insulza. Hoje, parte da delegação se reuniu com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques.

Na quarta-feira (30), os observadores se encontraram com técnicos e com integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro.

Segundo a OEA, entre os integrantes da delegação há especialistas com capacidade de observar aspectos como organização e logística eleitoral, implementação de tecnologia, justiça eleitoral, financiamento político e eleitoral, violência, campanhas, mídia, comunicação digital, entre outros temas.

Parlasul

A Missão de Observação Eleitoral do Parlamento do Mercosul (Parlasul) chegou ao Brasil no dia 29 de setembro. O grupo, chefiado pelo parlamentar argentino Raul Bittel, se reuniu com consultores legislativos do Senado Federal e com o chefe da Assessoria Especial da Presidência da República, Celso Amorim.

O Parlasul destacou que a Missão terá caráter técnico, neutro e não intervencionista e que vai respeitar “a soberania nacional, a legislação eleitoral brasileira e as atribuições das autoridades competentes, em conformidade com os princípios de independência, objetividade, transparência e imparcialidade que orientam a observação eleitoral internacional”.

Afirmou ainda que as informações coletadas serão sistematizadas em um relatório técnico, que apresentará eventuais recomendações destinadas ao aprimoramento dos procedimentos eleitorais e ao intercâmbio de boas práticas entre os países da região.

The Carter Center

Observadores da organização The Carter Center também já estão no Brasil e se reuniram com integrantes do TSE. A delegação é liderada pela consultora sênior do The Carter Center para a América Latina e o Caribe, Jennie Lincoln, e conta com outros quatro observadores de Portugal, Alemanha e Estados Unidos.

Segundo a organização, os observadores vão se concentrar em aspectos como tecnologia eleitoral, marco jurídico da administração eleitoral e educação do eleitor.

“Dada a importância dessas eleições — não apenas para o Brasil, mas para todo o hemisfério —, esperamos que nossa missão fortaleça a transparência do processo eleitoral e ajude os brasileiros a avaliar a integridade de suas eleições”, disse Jennie Lincoln.

The Carter Center é uma organização sem fins lucrativos fundada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Jimmy Carter e pela ex primeira-dama Rosalynn Carter. Tem como principais objetivos a promoção da democracia, resolução de conflitos e promoção da saúde global.

Missões de Observadores Nacionais

Além das organizações internacionais convidadas formalmente, entidades nacionais da sociedade civil e governos estrangeiros também poderão participar como observadores nas eleições, desde que tenham feito um pedido ao TSE.

Instituições como o Transparência Eleitoral Brasil, Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep) e a Universidade Federal da Integração Latino-Americana estão entre os credenciados para atuarem como observadores eleitorais.

Iara Balduino / Agência Brasil

Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

Eleições 2026: saiba o que pode e o que não pode no dia da votação

 

"Colinha" deve ser em papel; bandeiras e camisetas são permitidas

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Com a proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para o dia 4 de outubro, cerca de 158,7 milhões de eleitores brasileiros vão às urnas para escolher deputados federais, estaduais (ou distritais), senadores, governadores e o presidente da República. Para garantir um processo eleitoral tranquilo e dentro das regras, confira abaixo as principais orientações sobre o que é permitido e o que é proibido na hora de votar.

Posso levar uma "colinha" em papel para a cabine de votação?

Sim. O eleitor pode levar um papel com os nomes e números de seus candidatos de preferência para consultar no momento do voto, evitando esquecimentos e o uso do celular. 

É permitido entrar com o celular na cabine de votação?

Não. O uso de celular, máquinas fotográficas, filmadoras ou qualquer tipo de equipamento que permita registrar o voto é estritamente proibido dentro da cabine. Caso esteja portando algum desses aparelhos, o eleitor deve deixá-lo com os mesários antes de votar. A regra visa proteger o sigilo do voto e evitar coações ou a compra de votos por meio de comprovação em foto ou vídeo.

Posso usar camisetas, adesivos ou bandeiras de candidatos no dia da eleição?

Sim, desde que seja uma manifestação individual e silenciosa. O uso de broches, adesivos, camisetas e bandeiras políticas é permitido. O que não pode é haver aglomerações, manifestações coletivas ruidosas, abordagem a outros eleitores ou qualquer tentativa de aliciamento (boca de urna).

Qual é a ordem de votação na urna eletrônica?

No primeiro turno, o eleitor fará seis escolhas na urna eletrônica, na seguinte sequência:

  • Deputado federal (4 dígitos)
  • Deputado estadual ou distrital (5 dígitos)
  • Senador — primeira vaga (3 dígitos)
  • Senador — segunda vaga (3 dígitos)
  • Governador (2 dígitos)
  • Presidente da República (2 dígitos)

Trabalho no dia da eleição. Tenho direito de sair para votar?

Sim. A legislação garante a todo cidadão o direito de se ausentar do trabalho pelo tempo estritamente necessário para exercer o voto, sem sofrer nenhum desconto no salário.

Quem tem prioridade e direito a acompanhante na seção eleitoral?

Pessoas com mais de 80 anos têm preferência sobre todos os demais eleitores, independentemente da ordem de chegada. Já pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida têm o direito de entrar na cabine acompanhadas por uma pessoa de sua livre escolha para auxiliá-las no momento de votar.

Qual documento poso apresentar para votar? 

É necessário apresentar à mesa receptora um documento oficial com foto. 

São aceitos como documento de identificação, inclusive em formato digital:

  • e-Título
  • carteira de identidade
  • identidade social
  • passaporte
  • carteira de categoria profissional reconhecida por lei
  • certificado de reservista
  • carteira de trabalho física
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os documentos oficiais com foto podem ser utilizados mesmo que estejam vencidos, desde que permitam a identificação do eleitor. 

Agência Brasil